A Itália regularizará este ano a situação de mais 650 mil imigrantes, conforme previsões apresentadas nesta terça-feira pelo vice-primeiro-ministro, Gianfranco Fini. De acordo com ele, o aumento nas cifras caminha junto com uma queda do número de estrangeiros em situação irregular.
Durante sua intervenção em um seminário sobre política migratória, Fini defendeu a lei sobre essa matéria que impulsionou junto com o ministro para as Reformas e líder da Liga Norte, Umberto Bossi. A norma entrou em vigor em setembro do ano passado, apesar de ter sido criticada pela oposição de centro-esquerda, que a considerou restritiva.
"Não é arriscado dizer que na Itália existe agora um número maior de imigrantes regularizados e um menor de clandestinos", afirmou Fini, acrescentando que o fenômeno da imigração ilegal "está se atenuando, porque funciona a colaboração entre Estados e porque tomamos medidas que tornam mais difícil o trabalho dos traficantes".
Em 2001, houve 13.388 desembarques de imigrantes ilegais na Itália, cifra que chegou a 17.360 em 2002. Este ano, no entanto, até o dia 15 de setembro, este número era de 9.865.
O vice-primeiro-ministro frisou que sua lei, conhecida como Fini-Bossi, tinha como objetivo intervir em um cenário de emergência, já que há dois anos "havia um milhão de imigrantes extra-comunitários na Itália, sem direitos e destinados à exploração". Agora, com a regularização, "essas pessoas terão um contrato de trabalho legal, pagarão impostos e terão cotações. Assim alcançamos uma ação eficaz de integração", concluiu Fini.