Migrantes procuraram abrigo na ilha de Lampedusa, no sul do país, após crise política na Tunísia, que causou a queda do presidente.
Abrigo na ilha
A Organização Mundial para Migrações, OIM, está discutindo com autoridades da Itália o futuro de mais de 2mil migrantes que se refugiaram na ilha de Lampedusa.
Segundo a OIM, o grupo contem menores. O fluxo de migrantes agravou a situação do centro, que só tem capacidade para 800 pessoas. A população total da ilha, localizada perto do norte da África, é de 5 mil habitantes.
Crise Política
Nesta segunda-feira, a OIM informou que não houve mais nenhuma chegada de barco durante a madrugada. Os tunisianos deixaram o país após a crise política que levou à queda do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali.
William Spindler, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, disse à Rádio ONU, de Paris, que as autoridades italianas deverão decidir agora o status dos migrantes.
"A solução será transferir parte dessas pessoas a outras partes da Itália. Mas uma vez que a situação está estabilizada, as autoridades deverão decidir se essas pessoas são refugiadas que não podem voltar a seu país de origem por causa da situação, ou se se trata de migrantes. Neste caso, são sujeitos às leis imigratórias", explicou.
Acampamentos
Desde a semana passada, a OIM está prestando assistência aos migrantes. Após chegarem em vários barcos, eles formaram acampamentos no pier da ilha.
Um grupo pequeno de mulheres foi acomodado em hoteis de Lampedusa.
A OIM informou que muitas redes criminosas estão tirando vantagem da situação. Há relatos que muitos pagaram US$ 1,8 mil, equivalentes a cerca de R$ 3 mil, pela curta viagem. A agência disse ainda que a maioria dos tunisianos é composta de "migrantes econômicos" que esperam conseguir emprego na Europa.