Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Itália e OIM debatem futuro de mais de 2 mil tunisianos

Segunda, 14 de Fevereiro de 2011 às 09:10, por: CdB

Migrantes procuraram abrigo na ilha de Lampedusa, no sul do país, após crise política na Tunísia, que causou a queda do presidente.

Abrigo na ilha

A Organização Mundial para Migrações, OIM, está discutindo com autoridades da Itália o futuro de mais de 2mil migrantes que se refugiaram na ilha de Lampedusa.

Segundo a OIM, o grupo contem menores. O fluxo de migrantes agravou a situação do centro, que só tem capacidade para 800 pessoas. A população total da ilha, localizada perto do norte da África, é de 5 mil habitantes.

Crise Política

Nesta segunda-feira, a OIM informou que não houve mais nenhuma chegada de barco durante a madrugada. Os tunisianos deixaram o país após a crise política que levou à queda do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali.

William Spindler, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, disse à Rádio ONU, de Paris, que as autoridades italianas deverão decidir agora o status dos migrantes.

"A solução será transferir parte dessas pessoas a outras partes da Itália. Mas uma vez que a situação está estabilizada, as autoridades deverão decidir se essas pessoas são refugiadas que não podem voltar a seu país de origem por causa da situação, ou se se trata de migrantes. Neste caso, são sujeitos às leis imigratórias", explicou.

Acampamentos

Desde a semana passada, a OIM está prestando assistência aos migrantes. Após chegarem em vários barcos, eles formaram acampamentos no pier da ilha.

Um grupo pequeno de mulheres foi acomodado em hoteis de Lampedusa.

A OIM informou que muitas redes criminosas estão tirando vantagem da situação. Há relatos que muitos pagaram US$ 1,8 mil, equivalentes a cerca de R$ 3 mil, pela curta viagem. A agência disse ainda que a maioria dos tunisianos é composta de "migrantes econômicos" que esperam conseguir emprego na Europa.

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