Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2026

ITÁLIA DISCUTIRÁ ACORDO COM JOGADORES

Quarta, 24 de Agosto de 2011 às 09:39, por: CdB

ROMA, 24 AGO (ANSA) - O início da nova temporada dos jogos da Série A do Campeonato Italiano, previsto para 27 de agosto, começará a ser definido hoje durante uma reunião do Conselho da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano).
   
A poucos metros do local onde será debatida a greve de jogadores que pedem a renovação do convênio coletivo de trabalho, a Liga de Futebol -- que agrupa os clubes do país -- também tentará combater a paralisação que ameaça postergar o início do campeonato.
   
"Se não for assinada a renovação do convênio coletivo, o futebol não começará", reiteraram os representantes do sindicato de jogadores de futebol italianos.
   
Os representantes dos clubes italianos reiteraram, por sua vez, que lutarão pelo direito de estabelecer pelo menos duas condições antes de assinar um acordo, que necessita somente da rubrica da Liga, sendo que um deles está ligado ao "aporte de solidariedade".
   
O aporte é uma taxa que foi aprovada recentemente pelo premier Silvio Berlusconi dentro do pacote de austeridade fiscal que recai em 5% sobre salários de mais de 90 mil euros (R$ 208 mil) e em 10% sobre os salários de mais de 150 mil euros (R$ 346,9 mil).
   
Outro ponto está relacionado ao polêmico artigo 7, em vigência desde 1986, que estabelece aos jogadores o direito de treinar com a equipe titular sempre que quiserem, algo que os clubes pretendem mudar.
   
Os atletas temem que esta medida possa vir a ser utilizada contra aqueles que discutem as melhorias salariais, caso seja modificada.
   
A Associação Italiana de Jogadores de Futebol (AIC, na sigla em italiano) anunciou no começo do mês que paralisaria o início dos jogos da Série A caso os clubes não assinem antes o novo convênio coletivo de trabalho, como estava combinado.
   
Uma carta reivindicando a renovação foi assinada por capitães de 20 clubes, entre eles Francesco Totti, da Roma, e Gennaro Gattuso, do Milan.
   
O vice-presidente da FIGC, Carlo Tavecchio, por sua vez, criticou os custos que estas assinaturas implicariam "neste momento de crise".
   
"Não podemos nos permitir 132 equipes profissionais, enquanto na Inglaterra são 60 e na Espanha, na França e na Alemanha, menos de 50. Além disso, o salário médio na Série A é de 1,3 milhões de euros [cerca de R$ 3 milhões] ao ano, [o que] supera o limite da decência", protestou. (ANSA)


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