Secretário de Segurança do Estado, Marcelo Itagiba dispensou, nesta quarta-feira, a oferta do Ministro da Defesa, José Alencar, de continuar a usar o Exército em operações no Rio de Janeiro. Para ele, a solução estaria em ações integradas.
- Se cada um cumprir com a sua obrigação, todos nós estaremos trabalhando a favor da sociedade e da população do Rio. Não há necessidade de solicitação. Nós estamos fazendo esta operação de forma integrada, com base nos inquéritos policiais instaurados pelo Exército.
Mesmo depois de encontradas as armas roubadas no último dia 3 do Estabelecimento Central de Transporte (ECT), o secretário disse que ainda há trabalho a fazer.
- Existem outras armas de calibre privativo das Forças Armadas que devem ser controladas e outras armas que já foram subtraídas no passado que têm que ser encontradas - lembrou.
Segundo Itagiba, as operações estão acontecendo de forma correta.
- Estamos no caminho certo. Distanciados da questão política, deixando os políticos discutirem esta questão no nível deles. Nós da segurança pública e nós do Exército do Rio de Janeiro estamos trabalhando no combate a criminalidade, sem a necessidade de uma lei, de uma ordem superior porque todos nós estamos cumprindo com nossas obrigações, que são o combate ao tráfico e o desarmamento de bandidos - disse.
Para o secretário, não houve volta de traficantes aos seus postos depois da retirada das tropas do Exército das comunidades.
- Os traficantes nunca saíram, eles apenas se esconderam quando as comunidades estavam ocupadas. Isso também acontece durante as nossas ocupações - ponderou.
O secretário também afirmou que o Rio de Janeiro precisa optar pelo enfrentamento ao tráfico de drogas, evitando que as drogas cheguem até o estado, asfixiando o tráfico para que os criminosos não tenham recursos para comprar armas.
- Agora nós temos que combater os soldados do tráfico - concluiu.