Tropas israelenses mataram pelo menos sete palestinos nesta quinta-feira, na batalha mais acirrada no norte de Gaza desde que o Exército invadiu o local, 10 dias atrás, para acabar com os ataques com mísseis contra o sul de Israel.
Testemunhas palestinas na cidade de Beit Hanoun disseram que cinco dos mortos estavam armados, incluindo Nahed Abu Odah, comandante local do braço armado do grupo militante Hamas, e dois eram não-combatentes. O coronel Avi Levy, comandante das forças israelenses na área, disse que seus homens reportaram oito ou nove palestinos mortos.
A violência vem crescendo em Gaza com o plano do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de retirada de assentamentos e soldados da área até o final do próximo ano, porque militantes palestinos e o Exército querem a supremacia.
Com a possibilidade de um vácuo de poder em Gaza depois da retirada de Israel, mediadores internacionais intensificaram a pressão sobre o presidente palestino, Yasser Arafat, para que institua reformas de segurança que ajudem a controlar os militantes.
Enviados dos Estados Unidos, Rússia, Organização das Nações Unidas (ONU) e União Européia (UE) disseram na quarta-feira para o primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurie, que o mundo perdeu a paciência com as "promessas vazias" de mudança de Arafat, disse um diplomata.
O enviado da ONU para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, pediu em entrevista à Rádio Israel "amplas e profundas reformas de segurança necessárias no lado palestino para que todo...o terrorismo e a violência cessem".
Os combates na área de Beit Hanoun, densamente povoada, surgiram no décimo dia de uma operação de Israel iniciada depois que uma criança e um adulto foram mortos por um foguete disparado contra a cidade de Sderot, perto da fronteira com Gaza. Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas em Gaza, prometeu que a "resistência, incluindo o disparo de foguetes" não vai parar enquanto a "agressão israelense" continuar.
Tropas israelenses com apoio de tanques e helicópteros também entraram em uma parte do campo de refugiados de Khan Younis no sul de Gaza e derrubaram diversos edifícios de onde militantes disparavam contra assentamentos judaicos na região, disse um porta-voz.
Ele afirmou que as construções estavam vazias, mas testemunhas palestinas disseram que as tropas usaram alto-falantes para ordenar a saída das famílias das casas que seriam demolidas.