Tropas israelenses mataram um militante palestino nesta quinta-feira em Nablus, intensificando as operações depois de um ataque suicida que comoveu o país, que se prepara para deixar partes de territórios ocupados no próximo mês.
Depois da ação, militantes dispararam morteiros a partir de Gaza, sem deixar feridos. A violência danifica ainda mais o frágil cessar-fogo declarado pelo primeiro-ministro Ariel Sharon e pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, durante cúpula em fevereiro.
Um ressurgimento sério da violência pode interromper a retirada planejada por Israel de Gaza e de parte da Cisjordânia, na primeira vez em que colonos sairão de territórios ocupados na Guerra de 1967 e onde os palestinos querem formar um Estado.
Os soldados mataram Mohammed al-Asi, 28, comandante local da Jihad Islâmica e das Brigadas de Mártires de Al Aqsa em Nablus, durante troca de tiros com palestinos armados. Os soldados cercaram o prédio onde ele estava e exortaram os militares a se renderem.
- Eles viram dois suspeitos tentando pular um muro. Um deles entrou no prédio e o outro se aproximou deles. Quando ele se aproximou, os soldados gritaram para ele parar. Ele correu na direção deles e eles dispararam - disse a porta-voz do Exército, a major Sharon Asman.
O outro militante, também da Jihad Islâmica, foi preso depois de se render com outras duas pessoas que estavam no local - um palestino e uma britânica, disse o Exército. Eles disseram que não sabem se a mulher - descrita como uma ativista pró-palestinos - estava dando abrigo aos procurados ou se estava na casa por acaso.
Pouco depois, membros da Jihad Islâmica em Gaza dispararam dois morteiros contra Israel. Não foram registrados feridos na ação descrita como uma resposta à incursão em Nablus.
O Exército retomou as atividades na Cisjordânia depois que um homem-bomba da Jihad Islâmica matou duas adolescentes, duas mulheres e um soldado na cidade de Netanya, na terça-feira.
Foi o primeiro ataque suicida desde fevereiro e outro sinal de que a Jihad Islâmica, que se dedica a destruir Israel, saiu da "calma" declarada por grupos militantes para ajudar Abbas.