Soldados israelenses mataram um guerrilheiro do Hizbollah em um confronto na fronteira com o Líbano nesta terça-feira, um dia depois de uma autoridade do grupo ter sido morta em um atentado em Beirute, atribuído pelos militantes ao Estado judaico. Dois soldados israelenses também foram mortos no combate, disse a TV Al Manar, do Hizbollah. As Forças Armadas de Israel não quiseram comentar a informação.
Um integrante do aparato de segurança do Líbano disse que um combatente do Hizbollah morreu durante uma troca de tiros com soldados israelenses perto da cidade de Eita Al Shaab. O canal Al Manar depois confirmou a morte do militante.
Os relatos sobre o conflito eram desencontrados. O Hizbollah disse que o choque começou quando um tanque de Israel disparou contra um dos postos de observação do grupo guerrilheiro. Testemunhas contaram que os helicópteros israelenses depois atingiram uma segunda posição dos militantes.
Os militares israelenses afirmaram que franco-atiradores do Hizbollah dispararam primeiro contra posições das Forças Armadas israelenses, forçando uma resposta. O grupo desempenhou um papel importante na expulsão das forças de Israel do sul do Líbano, em maio de 2000, depois de 22 anos de ocupação. Guerrilheiros do Hizbollah assumiram posições na fronteira depois da retirada e há choques esporádicos desde então.
O grupo, que conta com apoio da Síria e do Irã, matou um soldado israelense e feriu outros cinco em maio durante um combate nas Fazendas Shebaa, um território de fronteira reivindicado pelo Líbano e que atualmente é ocupado por Israel. A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a área pertence à Síria.
O Hizbollah sequestrou três soldados nas Fazendas Shebaa em outubro de 2000 e, no começo deste ano, trocou os restos mortais deles por detentos libaneses e centenas de outros prisioneiros árabes.