Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Israelenses e palestinos entram em choque perto de mesquita

Sexta, 02 de Abril de 2004 às 07:46, por: CdB

A polícia israelense invadiu nesta sexta-feira a praça do lado de fora da mesquita de Al Aqsa, um dos locais mais sagrados do islamismo, para enfrentar palestinos que atiravam pedras, no mais recente episódio de violência ocorrido no local.

Segundo a polícia, foram usadas balas de borracha e granadas de efeito moral contra centenas de muçulmanos que, ao saírem das orações de sexta-feira, atiraram pedras nas forças de segurança e nos judeus postados no Muro das Lamentações, logo abaixo.

Shmuel Rabinovitch, rabino chefe do Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, disse que a polícia correu para o local e retirou os fiéis depois de uma única pedra ter caído ali.
Os palestinos afirmaram que a polícia agiu sem ter sido provocada. As autoridades disseram ter prendido 14 palestinos.

O nível de tensão na região é alto desde que Israel assassinou o xeque Ahmed Yassin, chefe do Hamas, no dia 22 de março. O ato foi condenado pelos palestinos e pela maior parte da comunidade internacional. O governo israelense afirmou ter agido em ''legítima defesa'' contra um ``arquiterrorista.''

O atual levante palestino pela independência iniciou-se em 2000, depois de Ariel Sharon, então líder da oposição e hoje primeiro-ministro, ter visitado o local acompanhado por um grande aparato de segurança.

Adnan Husseini, diretor do Waqf Islâmico, responsável por supervisionar a mesquita, afirmou que pelo menos quatro pessoas ficaram feridas na ação desta sexta-feira. ``Ninguém atirou pedras,'' contou à Reuters. ``Eles (os policiais) começaram a fazer isso toda sexta-feira para assustar os fiéis mais velhos, já que os mais jovens estão proibidos de entrar no local. Isso é uma violação flagrante da liberdade religiosa.'' 

Tags:
Edições digital e impressa