Soldados israelenses demoliram várias casas de palestinos e atacaram um reduto de extremistas em Gaza nesta terça-feira, enquanto as Forças Armadas intensificavam suas operações pouco depois de uma ação realizada por militantes.
A crescente violência no território ocupado fez diminuir as esperanças de que a situação melhore depois da morte do presidente Yasser Arafat, em 11 de novembro. Israel ordenou a ofensiva após um ataque de militantes que deixou cinco soldados israelenses mortos, no domingo. Segundo meios de comunicação do país, o primeiro-ministro Ariel Sharon disse a seus comandantes das Forças Armadas: "Façam o que tiverem de fazer."
- A mensagem será dura e clara. Não daremos nenhum sossego para os terroristas - afirmou um oficial de alta patente.
As forças israelenses destruíram sete casas no campo de refugiados de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, contaram testemunhas. As casas, segundo Israel, eram usadas como abrigo para disparar foguetes contra assentamentos judaicos.
Mais tarde, tanques israelenses entraram no bairro de Shijaia (em Gaza), um refúgio de militantes islâmicos contrários à existência do Estado judaico. Houve conflitos entre os soldados e os militantes. Não foram divulgadas informações sobre vítimas.
A violência na Faixa de Gaza aumentou depois do anúncio de um plano israelense de retirada unilateral do território. Mas os episódios recentes também enviam uma mensagem contundente aos novos líderes palestinos sobre a força dos militantes.
Os palestinos devem escolher no dia 9 de janeiro o sucessor de Arafat na Presidência.
O único candidato com chances reais de vitória, Mahmoud Abbas, conta com a boa vontade de Israel e dos EUA. Abbas espera retomar as negociações de paz com o Estado judaico, paralisadas desde 2000.