Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Israelense e palestinos buscam a paz no Egito

Quinta, 03 de Fevereiro de 2005 às 07:49, por: CdB

Israelenses e palestinos disseram nesta quinta-feira ter esperanças de declarar formalmente, na próxima semana em uma cúpula a ser realizada no Egito, a suspensão das ações violentas na região, marcando a retomada de negociações de paz paralisadas há mais de quatro anos.

A nova cúpula foi convocada antes de o presidente dos EUA, George W. Bush, ter prometido 350 milhões de dólares em ajuda aos palestinos para melhorar seu aparato de segurança e incentivar sua economia. Bush também afirmou que a meta de criar um Estado palestino está "ao alcance".

Em uma manobra que deve ser crucial para o sucesso da cúpula, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e ministros do governo dele reuniram-se para avaliar uma retirada parcial da Cisjordânia, a libertação de alguns prisioneiros palestinos e a suspensão das operações contra militantes procurados.

- Espero que haja uma declaração oficial de armistício, uma declaração sobre a suspensão de todos os atos de violência - afirmou o primeiro-ministro-adjunto Shimon Peres, a respeito da cúpula marcada para acontecer em Sharm el-Sheikh (Egito).

Para Saeb Erekat, ministro palestino, o sucesso da cúpula dependeria do anúncio "da cessação mútua dos atos de violência".

As negociações, das quais participarão o presidente egípcio, Hosni Mubarak, Sharon, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o rei Abdullah, da Jordânia, devem dar mais força a um cessar-fogo de fato selado na região recentemente.

A cúpula deve marcar também a retomada do processo de paz conhecido como "mapa do caminho", patrocinado pelos EUA. Sharon e Abbas reuniram-se pela última vez em junho de 2003. Abbas era premier de Yasser Arafat à época.

O dirigente de Israel afirmou que discutirá com seus ministros a possibilidade de retirar suas forças de cinco cidades da Cisjordânia cercadas e frequentemente atacadas desde o início do atual levante palestino pró-independência, em 2000.

Membros do governo disseram que a libertação de até 500 prisioneiros e a anistia para militantes que entreguem suas armas também seriam discutidas pelos israelenses.

- Temos mais de 10 mil prisioneiros. Vamos mantê-los presos para sempre? - perguntou Peres.

Na próxima semana, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, deve se reunir, em separado, com Sharon e Abbas.

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