Israel retomou sua política de assassinato contra militantes da Jihad Islâmica, disseram autoridades nesta quarta-feira, em um sinal da deterioração de uma trégua com os palestinos.
O assassinato de militantes havia sido suspenso em fevereiro como parte de um acordo de cessar-fogo. Mas a volta da violência intensificou temores de que haja problemas durante a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em meados de agosto.
A notícia de que a política tinha sido retomada veio à tona após a confirmação por Israel de um ataque com mísseis na terça-feira, quando o primeiro-ministro Ariel Sharon e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, realizaram um encontro.
- Houve uma tentativa em Gaza de interceptar um ativista (da Jihad Islâmica) ontem. Ela não foi bem-sucedida.Uma oportunidade se apresentou. Quaisquer meios de neutralizar a organização são relevantes e possíveis - disse o ministro da Segurança Pública, Gideon Ezra, à Rádio do Exército.
O grupo islâmico voltou a lançar bombas de morteiros e foguetes contra assentamentos judaicos em Gaza, no que chama de revanche pelas operações de Israel em busca de militantes procurados.