Atualmente, há mais de 10 mil palestinos presos no sistema penitenciário israelense.
A última libertação de um grande grupo de palestinos aconteceu em julho, pouco depois de o movimento Hamas ter tomado o a Faixa de Gaza.
A tomada de Gaza levou o presidente Mahmoud Abbas, que integra o movimento rival Fatah, a dissolver o governo de unidade que vinha administrando os territórios e formar uma nova administração na Cisjordânia.
Negociações de paz
"O governo aprovou a libertação de 90 prisioneiros palestinos como um gesto de boa vontade diante do presidente Mahmoud Abbas", disse uma autoridade israelense.
A libertação teria sido aprovada em uma votação do gabinete isralense por 22 a 3.
Agora, a lista de nomes dos presos precisa ser aprovada por uma comissão ministerial para que inclui integrantes do órgão de segurança de Israel Shin Beth.
Uma vez aprovados os nomes, há um prazo de 48 horas para que a população possa se manifestar contra a libertação de quaisquer indivíduos.
O ministro do Meio Ambiente, Gideon Ezra, afirmou à rádio estatal israelense que a libertação "iria favorecer a retomada das negociações de paz entre Israel e Autoridade Palestina."
O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse que o anúncio israelense é bem-vindo, mas lembrou que Israel ainda mantém restrições na Cisjordânia que "deixam a situação atual pior do que na semana passada, e algo precisa ser feito a respeito".