Israel vai anunciar uma lista de pequenos assentamentos judaicos sem autorização que serão desmantelados numa operação que poderia começar já na noite desta segunda-feira, disse a rádio estatal israelense. Segundo autoridades, inicialmente 15 colônias devem ser extintas. Enquanto isso, o premiê palestino, Mahmoud Abbas, deu uma entrevista em que afirmou estar determinado a dialogar com grupos militantes palestinos com o intuito de frear a violência na região. De acordo com o "road map" (rota da paz), novo plano com o objetivo de encerrar o conflito no Oriente Médio, Israel deve retirar os assentamentos criados desde março de 2001 e congelar a expansão de outras colônias. Mas o premiê Ariel Sharon disse que apenas os postos avançados não-autorizados na Cisjordânia serão retirados. O premiê palestino, Mahmoud Abbas, disse que vai a reiniciar contatos com militantes contrários ao processo de paz. Abbas, também conhecido como Abu Mazen, tentará convecê-los a abandonar a intifada (levante armado contra Israel). Hamas e Jihad Islâmico, responsáveis por ataques contra soldados israelenses no fim de semana, criticam o diálogo com Israel e prometem dar sequência às suas atividades armadas. Abbas pretende promover um cessar-fogo envolvendo todas as facções palestinas. Afirma que a via diplomática é a única alternativa no momento. O general israelense Moshe Kaplinsky, comandante militar da região central (que inclui a Cisjordânia), tem negociado com os colonos e deve entregar ao governo uma lista dos assentamentos embrionários pouco populosos. O número exato de assentamentos ilegais a serem desmantelados por Israel ainda não foi revelado. Muitos deles, porém, consistem apenas de alguns carros ou casas simples de material pré-fabricado no topo de montanhas. Ainda segundo a rádio Israel, se o Exército e os colonos não chegarem a um acordo para a saída voluntária dos militantes judeus, os soldados começariam a retirá-los pela força. O movimento que representa os moradores dos assentamentos promete resistir à ação dos militares e planeja novos protestos nas ruas do país. Há mais de 100 assentamentos na Cisjordânia, mais de 60 dos quais foram erguidos desde a posse de Sharon, em 2001. A comunidade internacional considera ilegais todos os assentamentos estabelecidos em territórios palestinos ocupados. O chefe de governo israelense, porém, evita um choque frontal com os colonos, já que a sua coalizão conta com o apoio de partidos ligados à população dos assentamentos. Sharon disse no domingo que Israel só levará adiante os compromissos assumidos na "rota da paz" se a Autoridade Palestina, liderada pelo premiê Mahmoud Abbas, adotar medidas para "combater o terror" de grupos militantes como Hamas e Jihad Islâmico.
Israel vai desmantelar assentamentos na Cisjordânia
Israel vai anunciar uma lista de pequenos assentamentos judaicos sem autorização que serão desmantelados numa operação que poderia começar já na noite desta segunda-feira, disse a rádio estatal israelense. Segundo autoridades, inicialmente 15 colônias devem ser extintas. (Leia Mais)
Segunda, 09 de Junho de 2003 às 06:33, por: CdB