Helicópteros israelenses lançaram foguetes contra objetivos palestinos na madrugada deste sábado na cidade de Gaza e em Khan Yunes, informaram funcionários dos serviços de segurança palestinos.
Anteriormente o exército israelense havia efetuado uma série de ataques na Faixa de Gaza e na Cisjordânia que causaram seis mortos entre os ativistas do movimento Hamas, a principal organização islamita.
O exército israelense explicou que estas incursões tinham sido feitas em resposta aos disparos de foguetes palestinos contra o sul de Israel que mataram na quinta-feira uma mulher, a brasileiro-israelense, Dana Galkowicz, vítima de um ataque a míssil.
A reação do Estado hebreu começou na noite de quinta para sexta-feira, com uma série de ataques de helicóptero no norte da Faixa de Gaza.
Em Brasília, o governo fez um alerta contra a escalada da tensão em Israel e nos territórios palestinos, depois da morte na quinta-feira da brasileira. "O governo brasileiro pede a todas as partes envolvidas que evitem iniciativas que possam comprometer os preparativos em curso para a retirada das forças de defesa de Israel da Faixa de Gaza", diz um comunicado do Ministério de Relações Exteriores.
No documento, o governo brasileiro transmite seus "pêsames" aos familiares de Galkowicz, "assim como às famílias das vítimas dos recentes episódios de violência na região".
Em Jerusalém, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou ter ordenado o exército a "tomar todas as medidas necessárias contra as organizações terroristas" palestinas.
"Dei a ordem ao exército de tomar todas as medidas necessárias contra as organizações terroristas", afirmou Sharon a um canal israelense.
Sobre o reinício dos "assassinatos seletivos" de ativistas ou dirigentes de organizações radicais palestinas, Sharon afirmou que as ordens dadas ao exército não tinham "qualquer limitação".