Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

Israel reforça tropas na fronteira do Líbano

As Forças Armadas de Israel, por ordem do ministro da Defesa, Shaul Mofaz, reforçaram nesta quarta-feira suas tropas na fronteira com o Líbano. Com a ação houve um bloqueio de todas as cidades palestinas da Cisjordânia, que dividiu em quatro setores a Faixa de Gaza. O governo do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pode decidir também uma convocação limitada de reservistas, depois que Mofaz, general na reserva, rejeitou as recomendações dos chefes do Estado-Maior e ordenou cancelar todos os cursos militares para esse deslocamento em massa de forças. (Leia Mais)

Quarta, 08 de Outubro de 2003 às 07:21, por: CdB

As Forças Armadas de Israel, por ordem do ministro da Defesa, Shaul Mofaz, reforçaram nesta quarta-feira suas tropas na fronteira com o Líbano. Com a ação houve um bloqueio de todas as cidades palestinas da Cisjordânia, que dividiu em quatro setores a Faixa de Gaza.

O governo do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pode decidir também uma convocação limitada de reservistas, depois que Mofaz, general na reserva, rejeitou as recomendações dos chefes do Estado-Maior e ordenou cancelar todos os cursos militares para esse deslocamento em massa de forças.

Mofaz informou aos chefes das Forças Armadas e aos do Serviço Geral de Segurança (Shin Bet) que a prioridade é prevenir ataques palestinos durante a Festividade dos Tabernáculos, que começará na próxima sexta-feira e durará uma semana.

A medida segue ao ataque de uma suicida palestina da Jihad Islâmica que conseguiu atravessar o "muro de segurança" levantado por Israel ao longo da Cisjordânia e causou a morte de 19 pessoas no sábado passado, ao imolar-se em um restaurante de Haifa.

O reforços dos efetivos também aconteceu na fronteira com o Líbano, onde se recrudesceu a tensão depois que a Força Aérea bombardeou no domingo passado na Síria, 12 quilômetros de Damasco, uma suposta base de treinamento militar de palestinos da Jihad Islâmica, da resistência islâmica (Hamas), e da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), segundo Israel.

Depois das celebrações do Dia do Perdão (Yom Kipur), na segunda-feira passada, as autoridades militares mantinham hoje de pé a clausura de todos as passagens na Cisjordânia e em Gaza, o que impedia dezenas de milhares de operários palestinos de entrar no país.

Soldados israelenses detiveram esta madrugada oito supostos ativistas palestinos em cidades da Cisjordânia, e oito colonos que pretendiam voltar a levantar um mini-assentamento judeu entre o de Kiriat Arba e a cidade de Hebron, à beira da "passagem dos que vão orar", onde militantes palestinos emboscaram há meses e mataram onze israelenses, oito civis e três soldados.

Um número não precisado de batalhões de infantaria foi enviado à Cisjordânia, onde mais ou menos dois milhões de palestinos estão cercados desde ontem à noite dentro de suas cidades, informa o jornal Haaretz. Mofaz autorizou as Forças Armadas a mobilizar um número limitado de soldados da reserva, o que poderão fazer pois o conselho de Ministros também aprovou um orçamento especial com esse fim.

O Exército, diz o jornal de Tel Aviv, tem informações de que cinco células da resistência palestina, três em Nablus e duas em Jenin, estão tentando lançar ataques suicidas em Israel. Trata-se de células da Jihad (guerra santa) e de dissidentes da Al Fatah que se rebelaram contra seu líder, Yasser Arafat, e operam segundo instruções da República Islâmica do Irã.

Essas células também se proporiam ao seqüestro de soldados e emboscadas contra veículos israelenses em estradas da Cisjordânia, segundo fontes do dispositivo de segurança israelense. Quanto à populosa Faixa de Gaza, um bastião das organizações islâmicas, o Exército israelense, que protege nesse território cerca de 7 mil colonos judeus entre 1,4 milhão de palestinos, a dividiu em quatro setores, o que dificulta o trânsito de seus veículos devido aos controles militares.

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