A gordura de porco, animal impuro para judeus e muçulmanos, pode ser usada pela polícia e pelos órgãos de segurança israelenses para impedir os ataques de suicidas islâmicos palestinos.
O diretor do seminário teológico Eijal Tora, Eliezer Moshe Fisher, juiz do Tribunal Rabínico de Jerusalém, autorizou a colocação de bolsas com gordura de porco apesar da estrita proibição de consumir esse tipo de carne ou de entrar em contato com esse animal, informou hoje o jornal Maariv.
"Não existe nenhum impedimento religioso para usar bolsas com gordura de porco em ônibus e em outros lugares", diz o ditame do rabino, que alega em defesa de seu parecer o princípio judaico de que "a vida está acima de todos os preceitos religiosos".
O jornal informa que oficiais da Polícia Nacional israelense estudam essa alternativa, entre outras, para enfrentar os atentados de suicidas palestinos.
Segundo a religião islâmica, se um homem tem contato com um porco antes de sua morte não poderá entrar no paraíso, acrescenta.
Depois do ditame (halaja) do rabino Fisher, essas bolsas de gordura poderão ser colocadas em todos aqueles locais públicos onde possam acontecer, segundo a avaliação de especialistas policiais, atentados suicidas, entre eles shoppings, escolas e sinagogas.
Um porta-voz do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Mahmud al Zahar, declarou hoje à rádio pública israelense, depois da morte de 15 palestinos de Gaza ontem em operações do Exército israelense, que a vingança incluirá "alvos militares e civis".
Segundo o Maariv, os rabinos afirmam agora que se a polícia não recorrer a esse método, milhares de membros da comunidade ortodoxa "o farão empregando pistolas de água de brinquedo cheias desse gordura misturada com água para salpicar os terroristas em caso de necessidade".
O vice-ministro de Assuntos do Interior israelense, Iacov Edry, disse que "se essa bolsas com gordura de porco forem eficazes para frear os terroristas islâmicos, eu estou a favor", acrescenta o jornal.