Alguns dos principais oficiais do Exército israelense querem adiar a retirada da Faixa de Gaza por até seis meses devido ao ritmo lento dos preparativos e por temores em relação à força dos militantes palestinos, disse neste domingo uma fonte de segurança.
Mas o primeiro-ministro Ariel Sharon prometeu que a retirada vai começar no prazo, em meados de agosto. Ele desembarcou em Nova York a fim de angariar apoio de líderes judeus dos Estados Unidos para a remoção dos assentamentos do território ocupado.
A retirada já havia sido adiada por três semanas por causa de um período de luto judaico.
A fonte de segurança disse que os oficiais de alto escalão manifestaram preocupação sobre o cronograma para lidar com os 8.500 colonos de Gaza e as centenas do norte da Cisjordânia depois da retirada.
Eles também estão levando em conta a volta da violência em Gaza na semana passada, que prejudicou uma trégua de três meses, além da crescente força política do Hamas, que teve bons resultados em eleições municipais.
"Isso é um assunto interno do Exército e ninguém conversou com o campo político sobre o adiamento", observou a fonte. "Se houver mais escalada (da violência), então tenho certeza de que mais oficiais militares vão falar sobre isso abertamente."
O jornal<i> Maariv</i> de grande circulação em Israel, também publicou uma reportagem sobre o assunto.
Durante o vôo para a visita de três dias a Nova York, Sharon reafirmou que o plano segue adiante na data prevista, 16 ou 17 de agosto.
A maioria dos israelenses apóia a retirada, mas as pesquisas feitas recentemente sugerem que esse apoio caiu um pouco.