As Forças Armadas de Israel, encarregadas das obras do "muro de segurança" em territórios palestinos da Cisjordânia, prosseguirão, nesta segunda-feira, a construção de um novo lance entre o assentamento Ariel e o povoado palestino de Salfit.
Trata-se de um lance de quatro quilômetros de um total de nove e cerca de 20 quilômetros dentro da Cisjordânia. O levantamento dessa "cerca divisória" da cidade-assentamento de Ariel, no ponto denominado "Cravo de Ariel" (Tsiporen Ariel), foi duramente criticado no ano passado pelos Estados Unidos, e Israel suspendeu as obras.
Os trabalhos tinham sido retomados discretamente há uns quatro meses mas foram interrompidos novamente por causa de um julgamento planejado pelos habitantes da localidade cisjordaniana de Salfit, já que o muro cruzava seus campos.
Após algumas negociações entre as partes, acrescentou a emissora, o Tribunal Superior de Justiça autorizou a continuação da construção, depois que as Forças Armadas modificaram o traçado.
Segundo informação israelense, os trabalhos nesse cerca, para proteger aos mais de 30.000 habitantes do assentamento, durarão algumas semanas.
Um oficial militar disse que atualmente em distintos pontos da Cisjordânia prosseguem as obras em um total de 80 quilômetros, entre elas, a parte do muro que rodeará a Jerusalém pelo sul e o leste, e isolará Belém e outras localidades palestinas.
As obras, que compreendem uma cerca com sensores eletrônicos para detectar as infiltrações desde as áreas palestinas, e em parte do muro blocos de cimento armado de até oito metros de altura, como ao sul de Jerusalém, podem ser encerradas até o fim deste ano.
No total, o "muro de segurança", condenado no ano passado pelo Tribunal Internacional de Haia, ligado à ONU, terá mais de 600 quilômetros e foi levantado, segundo o governo de Israel, para impedir ataques de suicidas e de radicais palestinos da Cisjordânia.
Os palestinos, além dos danos materiais e sociais que causa a construção em suas terras, afirmam que a intenção final do governo israelense é transformar a cerca e o muro em uma fronteira definitiva e imposta por Israel sem negociações.
Uma das exigências das facções da resistência palestina para respeitar um cessar-fogo com Israel, o que atualmente procura o presidente Mahmoud Abbas (Abu Mazen) em Gaza, é exatamente que Israel acabe com essas obras.
Israel prossegue na construção do muro de segurança
Segunda, 24 de Janeiro de 2005 às 03:44, por: CdB