Analistas do Ministério de Assuntos Exteriores de Israel prevêem uma crise nas relações do governo de Ariel Sharon com o do presidente palestino, Mahmoud Abbas, depois da evacuação da Faixa de Gaza, em julho próximo.
A crise, segundo um relatório difundido hoje, terça-feira, pela emissora das Forças Armadas, será causada porque a Autoridade Nacional Palestina (ANP) exigirá depois da retirada começar a última etapa das negociações de paz, que devem culminar com a criação de um Estado palestino soberano em Gaza e Cisjordânia ao lado de Israel.
Sharon prefere conseguir um "acordo intermediário" antes de chegar ao "estatuto final" e, portanto, haverá divergências.
O primeiro-ministro israelense, assim como Abbas (Abu Mazen), presidente da ANP, acertaram no último dia 8 na Cúpula de Sharm el-Sheikh que, uma vez que sejam retomadas as negociações de paz, serão guiadas pelo plano do Quarteto de Madri conhecido como o "Mapa de Caminho".
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que há dois anos inspirou essa proposta de paz baseada em uma solução do conflito do Oriente Médio através da criação de um Estado palestino, ratificou essa idéia na segunda-feira ao começar sua viagem pela Europa.
A entidade nacional palestina, especificou Bush, "deverá gozar de continuidade territorial", isto é, não poderá ser um conjunto de "cantões", segundo o projeto atribuído a Sharon, que não ocultou seu consentimento para que Abbas proclame um Estado independente, mas sem especificar dentro de que fronteiras.
Segundo os analistas do Ministério israelense, os EUA e a União Européia (UE), os principais fatores do Quarteto de Madri, respaldarão a posição do presidente Abbas.
Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026
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