Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Israel prende suspeitos de assassinar jovem palestino

Israel prendeu judeus suspeitos do sequestro e assassinato de um adolescente palestino cuja morte provocou protestos violentos em Jerusalém e em cidades árabes israelenses, disse uma fonte de segurança neste domingo. Seis suspeitos estão sob custódia, afirmou a fonte, acrescentando que o número pode mudar à medida que a investigação sobre a morte de Mohammed Abu Khudair, de 16 anos, progride.

Domingo, 06 de Julho de 2014 às 08:08, por: CdB
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A fonte não deu mais detalhes sobre os suspeitos, além do fato de que são judeus
Israel prendeu judeus suspeitos do sequestro e assassinato de um adolescente palestino cuja morte provocou protestos violentos em Jerusalém e em cidades árabes israelenses, disse uma fonte de segurança neste domingo. Seis suspeitos estão sob custódia, afirmou a fonte, acrescentando que o número pode mudar à medida que a investigação sobre a morte de Mohammed Abu Khudair, de 16 anos, progride. A fonte não deu mais detalhes sobre os suspeitos, além do fato de que são judeus. A polícia não comentou oficialmente. Investigadores acreditam que Mohammed Abu Khudair foi atacado por "motivos nacionalistas", disse a fonte, em declarações que parecem confirmar suspeitas palestinas de que judeus de extrema-direita estão envolvidos e que a morte foi um assassinato de vingança. O corpo queimado de Abu Khudair foi descoberto numa floresta em Jerusalém na quarta-feira, um dia após o enterro de três adolescentes judeus que foram sequestrados enquanto viajavam pela Cisjordânia ocupada em 12 de junho. Aeronaves israelenses Israel disse que seus aviões atacaram dez áreas na Faixa de Gaza neste domingo em resposta a ataques de foguetes, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que uma ação mais ampla no enclave palestino não é iminente. Em declarações ao seu gabinete neste domingo, Netanyahu prometeu “fazer o que for necessário” para restabelecer a calma nas comunidades de Israel que estão sob ataques de foguetes. Mas ele também advertiu contra um confronto mais amplo com o grupo islâmico Hamas, a força dominante na Faixa de Gaza. A tensão também estava alta nas cidades e aldeias árabes no norte de Israel e em Jerusalém oriental, depois do sequestro e assassinato de um palestino de 16 anos, na quarta-feira. A autópsia mostrou que ele foi queimado vivo, disse o procurador-geral da Palestina. Israel prendeu alguns suspeitos do caso, relatou a mídia israelense no domingo. Os palestinos acreditam que o adolescente foi vítima de direitistas judeus, que se vingaram do sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses, que desapareceram quando pediam carona na Cisjordânia ocupada no dia 12 de junho, e cujos corpos foram encontrados na segunda-feira. O palestino-americano Tariq Khdeir, de 15 anos, primo do adolescente palestino, foi preso por policiais de fronteira israelenses, e sua família diz que ele foi brutalmente espancado durante um protesto na quinta-feira, em Jerusalém Oriental. Os EUA pediram uma investigação. Um tribunal israelense ordenou no domingo que Khdeir seja liberto da prisão e colocado em prisão domiciliar durante nove dias. Sua mãe disse que a família pretendia voltar para Tampa, Flórida, no dia 16 de julho.
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