Rio de Janeiro, 03 de Agosto de 2026

Israel prende integrantes de movimento islâmico no país

Terça, 13 de Maio de 2003 às 05:44, por: CdB

A Polícia israelense deteve nesta terça-feira o líder e 13 membros do Movimento Islâmico de Israel sob a acusação de que haviam canalizado milhões de dólares para o grupo Hamas, que já assumiu a responsabilidade por uma série de atentados suicidas. As prisões sinalizam uma crescente deterioração nas relações entre o governo e a minoria árabe-israelense - cerca de um sexto da população, de 6,5 milhões de habitantes. Os árabe-israelenses queixam-se há muito tempo de discriminação sistemática. As tensões intensificaram-se desde que a Polícia matou 13 árabes em protestos contra o governo, em outubro de 2000. O Movimento Islâmico é a maior organização árabe em Israel. Está dividida em um ramo mais pragmático, que participa da vida política israelense, e um mais radical, que apóia o Hamas - um grupo palestino que atua na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O ministro de Polícia israelense, Tzahi Hanegbi, alegou nesta terça-feira que o chamado ramo do norte do Movimento Islâmico "inflamou a fogueira do terrorismo". A organização não comentou de imediato o assunto. O Hamas disse que não possui vínculos com o Movimento Islâmico e que este fornece assistência humanitária aos palestinos. Hanegbi afirmou que não fazia muita diferença se o dinheiro foi usado para a compra de explosivos ou dado a famílias de terroristas suicidas. "O terror não existe sem uma infra-estrutura financeira", acrescentou. O Hamas classificou as detenções de "uma nova escalada contra muçulmanos e árabes na Palestina ocupada".

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