Mais de 40 pessoas foram presas nesta terça-feira durante protesto contra a construção da polêmica "cerca de segurança" criada pelos israelenses na Cisjordânia. Os manifestantes, a maioria estrangeiros, acamparam em frente à casa de uma família palestina que, segundo eles, seria isolada pela construção da cerca, perto da cidade de Qalqilya.
Um porta-voz da polícia israelense disse que três manifestantes, um italiano, um israelense e um palestino, foram acusados de agredir um soldado. Os outros manifestantes foram detidos por se recusar a deixar o local que os israelenses consideram uma área militar.
Ativistas estrangeiros do Movimento Internacional de Solidariedade estavam entre os detidos nesta terça-feira. Há informações de que a polícia estuda a possibilidade de extraditar os estrangeiros detidos durante a manifestação.
Israel defende o projeto de construção da cerca ao dizer que a medida é necessária para impedir que militantes palestinos entrem em território israelense e cometam atentados. De acordo com uma autoridade americana não identificada, os Estados Unidos estariam estudando a possibilidade de cortar os empréstimos oferecidos a Israel, como uma espécie de punição pela construção da cerca.
Nenhuma declaração oficial americana foi feita em relação ao assunto.