Israel permitirá o retorno dos 56 palestinos que deportou em 2002 durante revoltas na Cisjordânia, incluindo militantes exilados no exterior após terem se refugiado em Belém, disseram oficiais neste sábado.
- Houve um acordo alcançado que, a princípio, diz que todos os palestinos deportados... retornarão para suas casas - afirmou o ministro das Negociações, Saeb Erekat, à Reuters, acrescentando que o acordo deve ser concretizado dentro de duas semanas.
Uma autoridade israelense confirmou o acordo, dizendo que ele faz parte do cessar-fogo declarado pelo primeiro-ministro, Ariel Sharon, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, no encontro realizado no Egito, na terça-feira.
- Esses terroristas poderão retornar sob a condição de que se comprometam a abandonar a violência e viver sob supervisão da Autoridade Palestina - disse a autoridade israelense.
Dentro do acordo de maio de 2002 para acabar com o impasse com militantes fugitivos que se refugiaram no local de nascimento de Jesus, Israel deportou 26 deles para Gaza e 13 para a Europa.
Outros 17 palestinos foram deportados da Cisjordânia para Gaza, ambos sob ocupação israelense, por estarem supostamente ligados a militantes que mantinham uma revolta havia quatro anos.