Israel prometeu na sexta-feira que não terá moderação na caçada a militantes palestinos, apesar de um apelo dos Estados Unidos por cautela e pela retomada dos contatos com a liderança palestina.
O chanceler Silvan Shalom deu a entender que o bombardeio desta sexta-feira, não será a última represália.
Depois do atentado, os Estados Unidos pediram que os palestinos contenham os militantes, mas também apelou para que Israel aja com cautela e pela retomada do diálogo com a Autoridade Palestina.
"A mensagem não pode ser de silêncio e moderação após um ataque tão terrível," disse Sharom à Rádio Israel, comentando a pressão dos EUA. "As organizações terroristas devem saber que continuaremos a caçá-las em todos os lugares e a todo o tempo."
"MORTE A ISRAEL"
Cerca de 20 mil pessoas participaram do funeral em Gaza, gritando "morte a Israel" e repetindo os comentários feitos nesta semana pelo presidente do Irã, de que o Estado judeu deveria ser "apagado do mapa" -- frase que provocou indignação mundial.
O ministério palestino do Interior disse que os bombardeios israelenses são "atos terroristas que não vão ajudar a restaurar a segurança". Já Sharon declarou, também na quinta-feira, que não haverá progressos no processo de paz por causa "do absoluto fracasso da Autoridade Palestina em combater o terrorismo". Sharon diz que só negocia com Abbas, que condenou o atentado de quarta-feira, se ele fizer uma "ação séria" para desarmar os militantes.
Ao invés disso, Abbas prefere cooptar os militantes para uma trégua firmada em fevereiro com Sharon. Ele teme que o confronto leve a uma guerra civil entre palestinos.
O atentado de quarta-feira, o primeiro em Israel desde 28 de agosto, ocorreu horas depois de o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, lançar seus impropérios contra o país.
O bombardeio israelense de quinta-feira foi o mais violento desde 2004, quando o xeique Ahmed Yassin, fundador do Hamas, e sete outros militantes foram mortos.