A força aérea israelense disparou cerca de 30 mísseis contra a Faixa de Gaza neste sábado, destruindo instalações policiais do Hamas. O número de mortos deve passar de 200 pessoas, segundo autoridades médicas e testemunhas.
Os militares israelenses confirmaram que realizaram ataques e disseram que que os alvos eram "infra-estrutura terrorista". Eles afirmaram que caso necessário continuarão e ampliarão a ofensiva.
O Hamas prometeu vingar o que chamaram de "carnificina israelense". Militantes palestinos responderam lançando foguetes que mataram um israelense e feriram muitos outros, de acordo com médicos da região.
Autoridades médicas disseram que 195 pessoas haviam sido mortas na Cidade de Gaza, e outras 23, em Khan Younis e Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Uma fumaça preta e espessa saía da Cidade de Gaza, onde o porto e instalações da área de segurança do Hamas foram severamente danificados.
Imagens de TV mostravam corpos no chão, e mortos e feridos sendo carregados do local. Vários edifícios foram atingidos.
Islam Shahwan, porta-voz da polícia do Hamas, declarou que numa das instalações policiais de Gaza atacadas realizava-se uma cerimônia de graduação. De acordo com a rádio, Tawfiq Jabber, chefe da polícia, está entre os mortos.
Corpos eram empilhados, e feridos se contorciam em dor. Os que mostravam sinais de vida eram levados para carros e ambulâncias.
Alguns dos que faziam o resgate batiam na própria cabeça e gritavam: "Allahu akbar" (Deus é grande). Testemunhas disseram que os ataques foram realizados por aviões e helicópteros de combate.
- Todos os combatentes têm a ordem de responder a carnificina israelense - diz um comunicado do Jihad Islâmico. Hamas e outros grupos armados se pronunciaram no mesmo sentido.
Um assessor de Ehud Barak, ministro da Defesa de Israel, declarou que os militares estão preparados para intensificar as ações, se necessário.
- A operação será realizada e ampliada de acordo com a necessidade - afirmou o assessor à Reuters. "Estamos enfrentando um período que não vai ser fácil ou simples."
Uma trégua de seis meses terminou em Gaza há uma semana. Na quinta-feira, o premiê de Israel, Ehud Olmert, alertou o Hamas para que parasse de disparar foguetes contra alvos israelenses ou então que enfrentasse as consequências.
Uma dezena de foguetes foi disparada de Gaza na sexta-feira. Um matou de forma acidental, no norte de Gaza, duas crianças palestinas, segundo médicos.