Forças israelenses mataram na madrugada de terça-feira 13 palestinos no campo de refugiados de Rafah, em Gaza, após os tanques terem entrado no local, um bastião de militantes. A incursão, uma das maiores desde o início do atual levante palestino, em 2000, provocou condenação internacional devido às ameaças israelenses de destruir centenas de casas palestinas no território ocupado.
Mas o Exército disse que não há planos de demolição sistemática durante o que chamou de operação sem prazo para impedir o contrabando de armas através de túneis do Egito.
"Quando a batalha terminar, a maioria dos moradores quase certamente voltará para casa", disse o coronel Pinky Zuaretz.
As tropas entraram com cobertura da escuridão no bairro de Tel al-Sultan, em Rafah, assumindo postos em prédios cravejados por tiros, enquanto soldados faziam buscas de casa em casa por militantes e combatiam palestinos armados.
Israel concentrou mais forças em Gaza para uma ação lançada depois que militantes mataram 13 soldados na área na semana passada - o maior golpe contra o poderoso Exército em dois anos.
Centenas de palestinos fugiram do local com medo que suas casas fossem destruídas. Alguns dormiram nas ruas.
A ação provocou críticas da União Européia (UE) e os Estados Unidos, principal aliado de Israel, também manifestaram preocupação.