Israel lançou nesta quarta-feira ataques com mísseis que interromperam o fornecimento de eletricidade para milhares de palestinos em Gaza, intensificando a ofensiva contra o disparo de foguetes a partir do território, duas semanas depois de sua retirada da região.
Os ataques aéreos aconteceram após o Exército ter disparado com artilharia contra a Faixa de Gaza pela primeira vez desde a Guerra dos Seis Dias, de 1967, o que aumenta a tensão no quinto aniversário do levante palestino.
O recrudescimento da violência diminui as esperanças de que a retirada israelense de Gaza, em 12 de setembro, daria um impulso às negociações de paz.
O primeiro-ministro Ariel Sharon, que disputa a liderança do partido Likud com o rival Benjamin Netanyahu, respondeu com força aos disparos de militantes contra Israel.
Ele quer conter as acusações da linha-dura do partido de que prejudicou a segurança de Israel com a retirada de Gaza, após 38 anos de ocupação.
No início da manhã, aeronaves israelenses dispararam mísseis contra alvos militantes na Cidade de Gaza e seus arredores, destruindo escritórios do movimento Fatah e de outros dois grupos, disseram fontes militares israelenses e testemunhas palestinas.
As fontes afirmaram que um quinto míssil destruiu uma ponte em Beit Hanoun, no norte de Gaza.
Não há registro de feridos, mas os ataques aéreos destruíram dois grandes geradores de eletricidade, deixando a Cidade de Gaza e grande parte do norte da área no escuro durante horas.
O Exército disse que não atacou deliberadamente a infra-estrutura de eletricidade. Depois de reparos de emergência, pelo menos 35 mil pessoas continuavam sem luz.
Tropas israelenses também prenderam 24 supostos militantes na Cisjordânia ocupada durante a madrugada.
Isso ocorreu depois da divulgação, na terça-feira, de um vídeo do Hamas assumindo a responsabilidade pelo sequestro e a morte de um israelense. O corpo do israelense de 50 anos foi encontrado na segunda-feira, perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia.