Forças israelenses iniciaram incursões no sul do Líbano à procura de dois soldados capturados pelo grupo militante xiita libanês Hezbollah. A tensão na fronteira entre os dois países foi confirmada nesta quarta-feira por porta-vozes do Hezbollah e do governo israelense.
Israel disse que sua Força Aérea atacou posições do Hezbollah no sul do Líbano, depois que os guerrilheiros lançaram dezenas de foguetes Katyusha e morteiros contra a cidade israelense de Shlomi e em postos israelenses na disputada área de Sheeba.
Os confrontos na fronteira também tiveram trocas de tiros. Pelo menos quatro israeleses e dois civis libaneses morreram.
O primeiro-mininistro de Israel, Ehud Olmert, disse que as ações do Hezbollah são um ato de guerra e que o governo libanês é responsável pelo bem-estar dos dois soldados.
Responsabilidades
Ao convocar uma reunião de gabinete para o fim de tarde desta quarta-feira, o primeiro-ministro Ehud Olmert afirmou que aqueles que atacaram Israel pagarão "um preço alto". A ONU e a União Européia pediram que os soldados sejam libertados.
O anúncio da captura foi feito pelo canal de televisão do Hezbollah, Al-Manar. Sem dar mais detalhes, a milícia prometeu divulgar outras notícias nas próximas horas.
O editor do canal de TV do Hezbollah, Ibrahim Moussawi, disse que a operação visa forçar uma troca entre militares e libaneses detentos em prisões israelenses. Incursão de Israel é a primeira desde a retirada em 2000.
- Essa operação é uma espécie de materialização da promessa que o Hezbollah fez aos libaneses de tentar todo o possível para possibilitar a troca - afirmou.
1 Israelenses ainda ocupam partes do Líbano, e ainda detêm prisioneiros em suas prisões. Alguns deles, há mais de 25 anos - disse.
Há seis anos, o Hezbollah capturou três soldados israelenses. Eles morreram durante a operação, mas seus corpos foram trocados por prisioneiros.
Gaza
A tensão na fronteira com o Líbano ocorre em meio a uma ofensiva israelense para resgatar outro soldado capturado por militantes palestinos na Faixa de Gaza, há cerca de duas semanas.
Terça-feira à noite, soldados israelenses e veículos blindados cruzaram a fronteira e chegaram à região central da Faixa de Gaza, estendendo as operações ao território palestino.
As forças israelenses já entraram em áreas do norte e do sul da Faixa de Gaza.
A ofensiva de duas semanas deixou mais de 50 palestinos mortos, a maioria deles militantes. Mas civis também morreram durante ataques aéreos israelenses. Um militar israelense foi morto durante os confrontos.
O soldado israelense Gilad Shalit foi capturado por militantes palestinos durante uma operação em um posto de fronteira israelense no dia 25 de junho.