Em protesto, oito manifestantes iniciaram uma greve de fome na Espanha
12/07/2011
Da redação
Centenas de ativistas foram impedidos de participar de manifestações de solidariedade ao povo palestino na Cisjordânia. Na última sexta-feira (08), depois de uma ordem de Israel às companhias aéreas, cerca de 200 europeus pró-palestinos não conseguiram embarcar para o aeroporto internacional de Telaviv.
Israel enviou às empresas aéreas uma espécie de “lista suja” contendo o nome de 342 pessoas impedidas de voar. Houve protestos no aeroporto Charles de Gaulle Roissy,em Paris, onde dezenas de pessoas foram barradas.
Outros 124 ativistas que conseguiram desembarcar em Telaviv com destino à Cisjordânia acabaram presos e começaram a ser deportados no domingo (10). Entre 50 a 100 manifestantes conseguiram chegar ao local. No entanto, a maioria das pessoas que responderam, durante os interrogatórios, que iriam visitar à Palestina foram impedidas de ficar.
Segundo o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, os manifestantes poderiam "perturbar a ordem pública". Já o ministro da Segurança Interna de Israel, Itzhak Aharonovitz, foi ainda mais enfático e chamou os ativistas de ''hooligans'', que em inglês significa baderneiros, expressão comumente usada para caracterizar torcedores de futebol que cometem atos de vandalismo.
Os ativistas participariam da iniciativa “Bem-vindos à Palestina”, que inclui visitas às famílias abrigadas em campos de refugiados, uma visita ao Teatro Liberdade em Jenin, cujo diretor, Juliano Meir Khamis foi recentemente assassinado, além de outras atividades, numa espécie de intercâmbio para conhecer a vida e a cultura dos palestinos.
Flotilha barrada
A segunda flotilha da liberdade, embarcação que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza, também foi impedida de continuar viagem e está atracada em um porto na Grécia. Com ativistas de pelo menos 52 nacionalidades, o barco levaria material de construção, escolar e de saúde aos palestinos.
“Enviamos um convite tanto à União Europeia quanto à ONU (Organização das Nações Unidas), para que criassem uma comissão de observadores que confirmem que só levamos esse tipo de material, face às alegações de Israel de que levamos armas e outras histórias”, destaca o espanhol Manu Pineda, que anunciou nessa segunda-feira (11) greve de fome, junto a outros 7 companheiros.
Dos oito manifestantes em greve de fome, seis espanhóis ocupam a embaixada da Espanha na Grécia e reivindicam a libertação do barco. “Cometemos o crime de querer levar ajuda humanitária a um povo que está sendo massacrado como nunca. Um milhão e meio de pessoas vivem num campo de concentração. O único motivo foi terem nascido na Palestina”, complementa Pineda.
Na primeira flotilha da liberdade, no ano passado, houve o assassinado de 9 pessoas em uma ação de militares israelenses, que deixou outras 53 gravemente feridas.
(Com informações de agências)