Menos de 24 horas após invadir a cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza, o exército israelense encerrou sua operação, que tinha como objetivo encerrar os ataques de mísseis palestinos a assentamentos judeus.
De acordo com a rádio militar de Israel, a retirada deveu-se "ao tempo inclemente", mas os tanques e soldados posicionaram-se em lugares dos quais "poderão voltar à cidade, caso necessário".
A operação havia sido criticada pelo líder palestino Mahmoud Abbas, que alertou que a presença das tropas afetaria as eleições que escolherão o sucessor de Yasser Arafat, marcadas para o dia 9.
Anteriormente, Israel havia prometido retirar todas as suas forças das cidades palestinas no mínimo 24 horas antes do início das votações.
Poucos confrontos foram registrados durante a invasão. Foram feridos um soldado ferido por um foguete, de acordo com o exército israelense, e um câmera palestino baleado por soldados, segundo fontes médicas.
A ofensiva na cidade de Beit Hanoun começou poucas horas depois que forças israelenses terminaram uma incursão de três dias no campo de refugiados de Khan Younis, no sul de Gaza, cujo objetivo era suspender os ataques com morteiros e mísseis lançados por militantes contra assentamentos judeus nas redondezas.
- Eu dei ordens ao Exército que agisse de forma decisiva contra os esquadrões de morteiros e foguetes Qassam - disse o ministro da Defesa israelense Shaul Mofaz a jornalistas após o início da ofensiva.
A violência, a apenas uma semana das eleições, impõe um desafio a Abbas, que pediu por uma retomada das negociações de paz com Israel sob um plano patrocinado pelos EUA.