Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

Israel e palestinos não chegam a acordo sobre presos

Quinta, 10 de Julho de 2003 às 18:01, por: CdB

O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, e o chefe das forças de segurança da Autoridade Palestina (AP), Mohammed Dahlan, não avançaram nesta quinta-feira nas conversações sobre a libertação de palestinos detidos em prisões israelenses - uma das exigências dos grupos armados para manter a trégua anunciada no dia 29.

O encontro foi no posto de controle de Erez, na divisa da Faixa de Gaza com Israel.  Um alto funcionário da AP descreveu a reunião como "curta e séria" e acrescentou que Mofaz não deu nenhuma resposta à reivindicação de ampliação da lista dos que serão soltos.

O governo israelense pretende libertar cerca de 350 pessoas, mas as autoridades palestinas exigem um número bem maior e os grupos radicais, como o Hamas, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e a Jihad Islâmica, ameaçam retomar os atentados se não forem soltos todos os presos. Há divergências sobre o número de detidos.

Segundo Israel, são 5.900. Para os palestinos, 8 mil.
Desde o anúncio da trégua, Israel soltou cerca de 50. A região tem permanecido relativamente calma desde que os grupos palestinos se comprometeram com o primeiro-ministro da AP, Mahmud Abbas, a declarar uma trégua de três meses.

No entanto, há ataques esporádicos. Nesta quinta, palestinos atiraram pedras contra um carro de israelenses numa rodovia em Israel, bem perto da fronteira com a Cisjordânia, na altura de Qalqiliya. Não houve feridos.

Israel informou ter prendido quatro palestinos - e ferido dois deles - que tentavam entrar em seu território. Não ficou claro se eram militantes ou trabalhadores.

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