Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Israel e Hamas retomam ataques após fim de cessar-fogo temporário

Minutos após o fim do cessar-fogo de 72 horas entre Israel e o grupo islâmico radical Hamas, a Faixa de Gaza voltou ao cenário de guerra nesta sexta-feira. Novos foguetes disparados a partir do enclave palestino atingiram o sul de Israel pela manhã, provocando uma retaliação israelense.

Sexta, 08 de Agosto de 2014 às 08:02, por: CdB
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Israel responde a foguetes disparados minutos após o fim da trégua de três dias. Delegação do Estado judeu abandona negociações no Cairo em busca de um cessar-fogo duradouro, afirmando que "não vai negociar sob ataques" Obama: "Podemos agir com cuidado e responsabilidade a fim de evitar um potencial ato de genocídio"
Minutos após o fim do cessar-fogo de 72 horas entre Israel e o grupo islâmico radical Hamas, a Faixa de Gaza voltou ao cenário de guerra nesta sexta-feira. Novos foguetes disparados a partir do enclave palestino atingiram o sul de Israel pela manhã, provocando uma retaliação israelense. - O primeiro-ministro israelense e o ministro da Defesa ordenaram às Forças de Defesa de Israel uma retaliação vigorosa pela violação do cessar-fogo pelo Hamas - segundo um comunicado divulgado após o disparo de foguetes contra o Estado judeu. O Exército israelense confirmou ter atacado “locais terroristas na Faixa de Gaza”. Uma porta-voz dos militares afirmou que nenhum soldado israelense havia entrado em território palestino. De acordo com o ministro do Interior palestino e testemunhas, aviões de guerra israelenses bombardearam Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, assim como a Cidade de Gaza e o centro do enclave. Um menino de 10 anos morreu e outras seis pessoas ficaram feridas num bombardeio a uma mesquita na Cidade de Gaza. Antes disso, milhares de habitantes haviam começado a abandonar suas casas no norte e leste da Faixa de Gaza, antecipando a retaliação de Israel. Segundo fontes militares israelenses, pelo menos 10 foguetes foram disparados contra o Estado judeu logo após o cessar-fogo temporário expirar, às 8h (hora local). Um deles teria sido interceptado perto de Ashkelon, enquanto os outros teriam caído em espaços abertos. A retomada das hostilidades acontece depois de mais uma rodada de negociações ter fracassado no Cairo na tentativa de chegar a um acordo por uma trégua duradoura. As conversações, mediadas pelo Egito, focaram em novas delimitações fronteiriças para Gaza, assim como a suspensão do bloqueio imposto por Israel e Egito desde 2007, quando o Hamas tomou o poder no território palestino. Nesta sexta-feira, um representante oficial de Israel anunciou que a delegação do país estava se retirando das negociações no Cairo. "Israel não vai negociar sob ataques", disse o funcionário do governo em condição de anonimato. Ele ressaltou que Israel tinha manifestado disposição para estender a trégua por mais três dias antes de "o Hamas quebrar o cessar-fogo". A abertura de Gaza é uma das condições exigidas pelos extremistas para a aceitação de uma trégua duradoura. Israel, por sua vez, quer o desarmamento dos militantes, algo que o Hamas rejeita. A ofensiva israelense em Gaza, iniciada há um mês, já matou 1.887 palestinos, a maioria civis, e feriu quase 10 mil, além de ter deixado dezenas de milhares de pessoas desalojadas. Do lado israelense, foram 67 baixas, dentre as quais três civis. Iraque
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na noite desta quinta-feira a autorização para que as Forças Armadas americanas realizem ataques aéreos específicos a áreas ocupadas pelo autodenominado Estado Islâmico (EI) no Iraque. O líder norte-americano também lançou uma operação humanitária para assistir refugiados no norte do país. Segundo Obama, os ataques serão realizados se for necessário proteger minorias religiosas sitiadas no Iraque e também norte-americanos ameaçados pelos militantes islâmicos em todo o país, especialmente caso os extremistas avancem sobre Arbil, capital da região curda semi-autônoma no norte iraquiano, onde existe um consulado dos EUA. Os ataques aéreos devem ainda apoiar ações das forças iraquianas e curdas que tentam frear o cerco islamista a dezenas de milhares de yazidis, membros de uma religião curda com antigas raízes indo-europeias,  no topo de uma montanha. Os refugiados enfrentam escassez de água, comida e remédios, segundo agências de notícias. Na noite desta quinta-feira, aviões norte-americanos jogaram mantimentos sobre o local, cerca de 20 mil litros de água potável e 8 mil refeições. - Podemos agir com cuidado e responsabilidade a fim de evitar um potencial ato de genocídio - afirmou Obama, descrevendo os militantes islâmicos como "bárbaros". "Se temos a capacidade única de ajudar a prevenir um massacre, acredito que os Estados Unidos não devem fechar os olhos", justificou o presidente. EUA descartam nova guerra Obama garantiu ainda que não haverá envio de forças norte-americanas ao solo iraquiano e descartou ter a intenção de permitir que os EUA "sejam arrastados para uma nova guerra" no Iraque. O anúncio, porém, considerado a mais incisiva resposta norte-americana à crise no Iraque até agora, aumenta o receio de uma nova investida militar no país – a primeira desde a retirada das tropas americanas em 2011 após uma guerra que durou uma década. Na tentativa de exercer pressão sobre o primeiro-ministro do Iraque, o xiita Nuri al-Maliki, Obama insistiu na necessidade de o governo iraquiano "representar legitimamente os interesses de todos os iraquianos", a fim de reverter o atual avanço militantes islâmicos. Até então reticente com relação a operações em território iraquiano, Washington mudou o posicionamento depois que o Estado Islâmico, que conquistou vários territórios nos últimos meses, teve ganhos significativos diante das forças curdas e avançou em direção a Arbil.
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