Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Israel afirma manter acordo de paz com o Egito

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse neste sábado que o acordo de paz firmado entre seu país e o Egito, há três décadas, continua em pé, apesar da invasão da embaixada israelense no Cairo.

Sábado, 10 de Setembro de 2011 às 12:00, por: CdB

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse neste sábado que o acordo de paz firmado entre seu país e o Egito, há três décadas, continua em pé, apesar da invasão da embaixada israelense no Cairo.

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-Israel vai continuar atado ao acordo de paz com o Egito, disse Netanyahu, em um discurso transmitido pela TV. Nesta sexta-feira, manifestantes egípcios invadiram o prédio, queimaram documentos e forçaram a evacuação do edifício. O embaixador e outros diplomatas israelenses tiveram de deixar o Egito por questões de segurança. O primeiro-ministro israelense disse que está trabalhando com as autoridades do Egito pelo retorno de seu embaixador ao Cairo. O enfrentamento entre manifestantes e a polícia deixou três mortos e mais de mil feridos e fez o governo interino do Egito declarar estado de alerta. Egito ficou em estado de alerta após onda de violência contra embaixada de Israel Os protestos explodiram após a morte de cinco militares egípcios durante uma perseguição a militantes palestinos, por parte das forças de segurança de Israel. A retaliação de Israel ocorreu na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito após os militantes palestinos atacarem um ônibus e matarem oito civis israelenses. Os protestos preocupam Israel, que teme a quebra do acordo de paz, firmado em 1979 entre os dois países, pelo governo interino egípcio. O grande fiador do acordo era o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, afastado do cargo em fevereiro. Alerta O Egito declarou estado de alerta e o governo interino convocou uma reunião de emergência do gabinete militar após os ataques à embaixada. A imprensa relatou que o premiê egípcio, Essam Sharaf, ofereceu sua renúncia após o episódio de sexta, mas o pedido foi negado pelo líder militar do país, Hussein Tantawi. O governo militar interino disse neste sábado que os manifestantes envolvidos no ataque à embaixada israelense, na véspera, serão julgados em cortes emergenciais. O Egito prometeu proteção às embaixadas no país. Uma autoridade sênior de Israel disse à BBC que o ataque à representação diplomática no Egito foi uma séria ameaça às relações entre os dois países – um dos pontos de equilíbrio para a paz no Oriente Médio. Observadores dizem que o incidente marca um agudo escalonamento nas tensões bilaterais e testa os 30 anos do tratado de paz entre Israel e Egito. Protestos são vistos por autoridades como 'ameaça à paz' bilateral Pneus queimados Ao longo da madrugada e manhã deste último sábado, centenas de manifestantes se mantiveram nos arredores da embaixada no Cairo, queimando pneus pelas ruas e cantando slogans de crítica aos militares no poder no Egito. Seis funcionários da representação diplomática ficaram presos no prédio durante os protestos e precisaram ser resgatados por forças de seguranças egípcias, disse uma autoridade israelense à BBC. A mesma autoridade diz que os protestos estão sendo vistos em Jerusalém como uma "grave violação" das relações diplomáticas. O Egito é um dos dois países árabes – junto com a Jordânia – a ter estabelecido a paz com Israel. Mas crescem as demonstrações de sentimento anti-israelense entre os civis egípcios.

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