Os órgãos de segurança de Israel, da Polícia Nacional as Forças Armadas, passando pelos serviços secretos (Shin Bet), estão, desde esta terça-feira, em estado de alerta máximo depois do assassinato do líder espiritual do Hamas, o xeque Ahmed Yassin, em Gaza.
O estado de alerta, segundo fontes do dispositivo de segurança, e o fechamento dos acessos da Cisjordânia e de Gaza ao território de Israel, o que impede dezenas de milhares de operários palestinos neste país de trabalhar, serão mantidos por várias semanas.
O estado de alerta por tempo indefinido foi aprovado pelos chefes do dispositivo de segurança em uma consulta depois desse ''assassinato seletivo'', e também se estendeu às embaixadas israelenses no mundo todo e às comunidades judaicas.
Além disso, o Hamas foi declarado ''inimigo estratégico de Israel que deve ser eliminado'', informou a rádio pública. Em meios israelenses, acredita-se que o Hamas nos territórios palestinos e em Israel, e outras organizações islâmicas, com ligações doutrinárias e ideológicas com esse movimento, podem organizar represálias no exterior pela morte de Yassin.
A vigilância policial inclui barreiras de controle em todos os centros públicos e comerciais, enquanto o Exército controla os acessos`de Gaza e da Cisjordânia para impedir a infiltração de palestinos.
Depois da operação contra Yassin, em Gaza, na localidade de Ramat Gan, junto a Tel Aviv, um palestino da Cisjordânia feriu a machadadas três viajantes israelenses antes de ser preso, e outros três civis ficaram feridos por outro, que estava armado com um punhal, quando viajavam, nesta segunda-feira ontem à noite, em um ônibus pela localidade de Yafa.
Em Gaza, onde mais de 100.000 pessoas assistiram ao sepultamento do líder espiritual do Hamas, milhares de pessoas se dirigiam na manhã desta terça-feira ao estádio Al Yarmuk para apresentar suas condolências aos familiares das vítimas.
A coletividade árabe de Israel, cerca de 20% dos habitantes do país, decretaram esta terça-feira o dia de luto pela morte de Yassin e de protesto contra o Governo central. Entre outros atos, farão uma marcha na cidade árabe de Nazaret.