Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Israel decide expandir muro na Cisjordânia

O gabinete de Israel aprovou a segunda fase do polêmico muro que separa israelenses e palestinos na Cisjordânia - o que representa uma ampliação da área já construída até o momento. Uma das maiores polêmicas discutidas nesta quarta-feira se deu em torno do traçado do muro, especialmente em torno do assentamento judeu de Ariel, um dos maiores assentamentos na Cisjordânia. (Leia Mais)

Quarta, 01 de Outubro de 2003 às 07:34, por: CdB

O gabinete de Israel aprovou a segunda fase do polêmico muro que separa israelenses e palestinos na Cisjordânia - o que representa uma ampliação da área já construída até o momento.

Uma das maiores polêmicas discutidas nesta quarta-feira se deu em torno do traçado do muro, especialmente em torno do assentamento judeu de Ariel, um dos maiores assentamentos na Cisjordânia.

Israel manteve o traçado que havia previsto para outras áreas, o que já provoca grandes reclamações dos palestinos e de uma parcela da comunidade internacional, mas no caso de Ariel apresentou uma nova proposta.

Aparentemente para contentar o governo americano, o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon decidiu que não vai criar um novo traçado para cercar Ariel, que fica cerca de 20 km fora da área por onde passa o traçado originalmente planejado para a barreira.

No entanto, o governo israelense disse que irá construir uma segunda parede, separando o assentamento dos territórios ocupados. Além disso, o governo disse que a área do assentamento seria futuramente ligada por uma passagem com o território israelense.

Não está claro ainda exatamente o que esse novo projeto representa, mas aparentemente significa que o assentamento se tornará uma espécie de cidade murada e que em algum momento ela será conectada ao território israelense por uma passagem também murada.

Os Estados Unidos estavam fazendo pressão para que Israel não ampliassem mais a região por onde passa o muro, temendo que as repercussões dessa ação tornassem ainda mais improvável o retorno das negociações de paz na região.

Por outro lado, o governo Sharon também é pressionado pelos colonos que moram em assentamentos para que o muro seja expandido nas áreas em que moram, como é o caso dos moradores de Ariel.

Sem pátria

O decisão do governo israelense foi tomada um dia depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a construção das barreiras como "um ato ilegal de anexação".

"Isso provavelmente vai criar uma nova geração de refugiados ou pessoas sem pátria", disse o comissionário de direitos humanos da ONU John Dugar.

Cerca de 150 km da barreira já foram construídos. Ela poderá ter até 700 km de extensão e é composta por partes de cerca e muro em áreas diferentes.

Parte do traçado original do muro foi feito sobre a fronteira estabelecida entre Israel e os territórios ocupados em 1967.

No entanto, em vários trechos já construídos, a parede avança sobre o que é considerado território palestino e chega inclusive a isolar cerca de 50 mil palestinos do lado israelense do muro.

Os palestinos alegam que o muro representa não só uma busca de Israel por segurança - principal argumento de Sharon para construí-lo -, mas sim uma tentativa de anexar novos territórios.

Prisão

Em um episódio separado, o Exército de Israel prendeu um dos líderes do movimento militante palestino Jihad Islâmico.

Bassam Saadi foi detido na Cisjordânia, em um campo de refugiados na cidade de Jenin.

A ação foi feita por um grupo de soldados, apoiado por helicópteros, que não encontrou resistência para fazer a prisão.

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