O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, continuou o processo de construção do muro para separar o país das áreas palestinas apesar da condenação da Corte Internacional de Haia - e aumentou a tensão no Oriente Médio.
Depois de quatro meses sem incidentes em Tel Aviv, uma bomba explodiu na capital de Israel deixando uma pessoa morta e 20 feridos. O atentado, que teria sido reivindicado pelas Brigadas dos Mátires de Al Aqsa, grupo armado ligado a Al Fatah, é provavelmente uma resposta às ordens de Ariel Sharon de prosseguir com a construção do "muro da discórdia" na Cisjordânia.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Iasser Arafat, condenou o atentado em Israel, e sugeriu que o ato foi uma provocação.
- Vocês sabem muito bem quem está por trás deste ato - disse sem explicar suas acusações.
- Nós condenamos este ato como sempre os condenamos - afirmou.
Apesar da decisão da Corte Internacional de Justiça de Haia, que na última sexta emitiu parecer sobre a ilegalidade do muro, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ordenou hoje a continuação da construção da barreira de separação na Cisjordânia.
A Corte de Haia condena que Israel esteja construindo o muro no interior da Cisjordânia e não seguindo a fronteira internacionalmente reconhecida, mas como não tem poder deliberativo sobre Israel, Sharon pôde não acatar a decisão.
- O Estado de Israel rejeita totalmente a decisão da CIJ. É uma decisão unilateral apoiada em considerações políticas. Esta posição ignora totalmente a razão da construção da barreira de segurança, que é o terrorismo palestino - declarou Sharon, que defende a criação do muro para prevenção de atentados em seu país.
A Liga Árabe anunciou que vai lançar uma campanha internacional após a resolução de Haia. A decisão foi tomada após uma reunião extraordinária realizada pelos delegados permanentes dos países árabes na sede central da Liga no Cairo, da qual participou o secretário-geral da Liga, Amro Musa. A Liga Árabe vai fazer contatos com os estados da União Européia, com os Estados Unidos e ONU.
O Tribunal Supremo israelense ordenou ao exército deste país que interrompa a construção de um novo trecho do muro da Cisjordânia e reconsidere seu traçado. Os juízes sentenciaram como medida preventiva que o exército deve interromper o trabalho de construção até que seja feita 'uma nova revisão do traçado' em uma área ao norte da Cisjordânia.
Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026
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