Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Israel consulta EUA sobre investigação de operação com navios

Israel está consultando os Estados Unidos e outros países sobre o formato de sua investigação de um ataque mortal a um comboio de navios com ajuda humanitária destinado à Faixa de Gaza, informou uma autoridade israelense nesta terça-feira. O governo israelense rejeitou uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) para uma investigação internacional, mas manifestou a vontade de envolver peritos estrangeiros ou observadores em sua própria investigação sobre a operação de 31 de maio contra seis navios que tentavam furar o bloqueio imposto a Gaza.(Leia Mais)

Terça, 08 de Junho de 2010 às 21:46, por: CdB

Israel está consultando os Estados Unidos e outros países sobre o formato de sua investigação de um ataque mortal a um comboio de navios com ajuda humanitária destinado à Faixa de Gaza, informou uma autoridade israelense nesta terça-feira. O governo israelense rejeitou uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) para uma investigação internacional, mas manifestou a vontade de envolver peritos estrangeiros ou observadores em sua própria investigação sobre a operação de 31 de maio contra seis navios que tentavam furar o bloqueio imposto a Gaza.

Nove turcos morreram quando comandos israelenses invadiram um dos navios, provocando condenação internacional e a deterioração das relações com a Turquia, antiga aliada próxima de Israel.

Israel, que defende o bloqueio como maneira de impedir os militantes islâmicos do Hamas de aumentar seu arsenal militar, diz que os fuzileiros navais abriram fogo depois de serem atacados com bastões e facas pelos ativistas pró-palestinos. Criticado por um relatório da ONU por sua conduta durante a guerra há mais de um ano com o Hamas, que controla Gaza, Israel disse não querer uma participação internacional na investigação sobre o ataque à flotilha.

O país considerou o relatório da ONU sobre sua operação em Gaza como tendencioso. Israel também se recusa a deixar que seus soldados sejam submetidos a interrogatórios estrangeiros.

A autoridade disse que os soldados só serão questionados em uma investigação militar separada. Já o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e outras autoridades irão depor perante a comissão que deverá ser anunciada após consultas. Israel espera fazer um anúncio final sobre a sua decisão em breve, disse o funcionário.

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