Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Israel condena líder palestino e diz que Arafat instruiu ataques

Quinta, 20 de Maio de 2004 às 05:53, por: CdB

Uma corte israelense condenou nesta quinta-feira feira Marwan Barghouthi, um dos líderes do atual levante palestino, pelo assassinato de cinco israelenses por militantes de seu grupo, o Fatah. O tribunal disse que as ordens para ataques foram às vezes "baseadas em instruções" dadas pelo presidente Yasser Arafat.

"Arafat nunca dava instruções explícitas para ataques, mas deixava claro quando o timing para eles era correto", afirmaram os juízes no veredicto lido em uma corte de Tel Aviv. "Ele se certificava de que seus subordinados entendiam bem quando estava interessado em um cessar-fogo e quando estava interessado em ataques terroristas contra Israel."

A corte disse que não encontrou provas suficientes para incriminar Barghouthi pelo assassinato de mais de 20 outros israelenses listados na acusação. Depois do veredicto, os promotores pediram prisão perpétua para o legislador da Cisjordânia, amplamente visto como um possível sucessor de Arafat.

Detido por Israel em 2002, Barghouthi negou ter organizado ataques contra israelenses. Ele manifestou orgulho pela resistência à ocupação israelense e declarou ser contra o "assassinato de inocentes".

Simpatizantes disseram que a condenação fortalecerá o apoio palestino a Barghouthi, de 44 anos, que só perde em popularidade para Arafat.

Israel acusou Barghouthi de ter "organizado e financiado...muitas ações terroristas". Ele teve um raro julgamento em corte criminal aberta e não em tribunal militar fechado. Barghouti, que já foi favorável a relações pragmáticas com Israel, ficou conhecido por sua forte retórica depois do início da Intifada palestina, em 2000.

Tags:
Edições digital e impressa