Israel concordou em libertar 170 prisioneiros palestinos para mostrar boa vontade antes da eleição palestina e como agradecimento ao Egito por ter libertado um israelense condenado por espionagem, disseram autoridades no domingo.
O gabinete do primeiro-ministro Ariel Sharon disse que os prisioneiros serão libertados dentro de alguns dias, apesar de os palestinos terem classificado o plano como publicidade.
"Certamente estamos cientes de que isso pode melhorar a atmosfera com os palestinos e as chances de retomada das negociações de paz", disse à Reuters uma autoridade israelense.
A morte de Yasser Arafat no mês passado elevou as esperanças de que as negociações poderiam ser retomadas sob uma nova liderança palestina.
Concessões israelenses como a libertação de prisioneiros podem fortalecer Mahmoud Abbas, líder palestino moderado favorito para vencer as eleições de 9 de janeiro.
Mas os palestinos exigem a libertação de todos os cerca de 7.000 prisioneiros, alguns mantidos sem julgamento, e rejeitam o plano de libertação.
"Isso é cosmético porque tem a ver com prisioneiros que ainda têm dias ou meses até o fim das sentenças," disse o ministro de gabinete Ghassan al-Khatib, que exortou Israel a parar com novas detenções e com a construção de assentamentos em terras ocupadas.