As forças militares israelenses devem sair de Gaza até meados de setembro, completando a retirada do território após 38 anos de ocupação, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Defesa, Shaul Mofaz.
Israel finalizou a remoção de 15 mil colonos e de seus apoiadores de Gaza e alguns assentamentos na Cisjordânia na terça-feira, duas semanas antes do previsto.
Temores de forte resistência dos colonos à retirada provaram ser exagerados, pois as forças esvaziaram os 21 assentamentos de Gaza e dois na Cisjordânia em apenas uma semana - a primeira saída de enclaves judeus em terras que os palestinos reivindicam para a formação de um Estado.
Um acordo entre Israel e Egito, que com 750 efetivos da polícia de fronteira se encarregará de impedir o contrabando de armas e munição desde seu território para as facções palestinas de Gaza, foi conseguido depois que o governo do Cairo se comprometeu a que também não poderá vendê-las oficialmente.
Este era o último empecilho à concretização do pacto, que será anexado ao tratado geral de paz de 1979 entre os dois países, informou hoje a rádio pública israelense.
Os agentes policiais egípcios, que substituirão as forças israelenses no controle do lance fronteiriço paralelo à rota Filadelfi, de mais ou menos 14 quilômetros de extensão, também terão que impedir a infiltração de pessoas e atos terroristas.
O protocolo será referendado por representantes de suas respectivas forças armadas com a categoria de general uma vez que for aprovado pelo Conselho de Ministros presidido por Ariel Sharon, e a Câmara Legislativa, que exigiu um debate parlamentar.
- Este protocolo joga por terra o principal avanço do tratado de paz com o Egito, a desmilitarização da península do Sinai, e abre as portas ao Exército egípcio - afirmou nesta quarta-feira o presidente da Comissão Parlamentar para Assuntos de Segurança e do Exterior, Yuval Steinitz.