Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Israel avisa que assassinato agora será na Síria

Na reunião ordinária do gabinete de governo de Israel, neste domingo, o ministro encarregado das Relações com o Parlamento, Gideon Ezra, disse que o destino do líder máximo do Hamas, Khaled Mashaal, chefe do escritório político do grupo, que desde 1996 mora na capital síria, Damasco, "será idêntico" ao de outro dirigente do Hamas, Abdel Aziz Rantisi, assassinado neste sábado em um ataque com mísseis, informou a rádio militar do país. (Leia Mais)

Domingo, 18 de Abril de 2004 às 18:00, por: CdB

Na reunião ordinária do gabinete de governo de Israel, neste domingo, o ministro encarregado das Relações com o Parlamento, Gideon Ezra, disse que o destino do líder máximo do Hamas, Khaled Mashaal, chefe do escritório político do grupo, que desde 1996 mora na capital síria, Damasco, "será idêntico" ao de outro dirigente do Hamas, Abdel Aziz Rantisi, assassinado neste sábado em um ataque com mísseis, informou a rádio militar do país. Por sua vez, o Hamas jurou retaliar a morte de seu líder com "100 represálias especiais" contra Israel.

- Quando surgir a oportunidade de atacar em Damasco, Israel o fará - disse Ezra. Rantisi se converteu no chefe da organização nos territórios ocupados depois que Israel matou, há menos de um mês, o fundador e líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin. Israel tentou assassinar Mashaal em 1997, numa operação de agentes de seu serviço secreto, o Mossad. Os israelenses agarraram Mashaal numa rua de Amã, capital da Jordânia, e despejaram veneno em seu ouvido.

Os agentes foram presos em flagrante pela polícia jordaniana enquanto Mashaal era hospitalizado em coma. Mashaal só se salvou porque o então rei da Jordânia, Hussein, exigiu que Israel entregasse o antídoto.

Neste domingo, o Hamas escolheu secretamente o sucessor de Rantisi, mas não divulgou sua identidade publicamente por temer novo ataque israelense. Segundo a rádio militar de Israel, o novo líder é Mahmud Zahar, o segundo no comando depois de Rantisi. Fontes palestinas apontam outro nome, Ismail Haniyah, que era o secretário particular do xeque Yassin.

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