O governo de Israel subiu o nível de alerta, nesta quinta-feira, em todas as suas embaixadas e outras instalações do país no exterior, além de ter aumentado a mobilização de tropas na fronteira com o Líbano, seguindo-se ao assassinato de um importante comandante da guerrilha Hezbollah. O grupo militante e o Irã acusaram Israel de matar Imad Moughniyah com um carro-bomba em Damasco, na terça-feira. O governo israelense nega a acusação, embora o serviço de espionagem Mossad há muito tempo classificasse Moughniyah como terrorista.
- Nossas missões diplomáticas estão em alto alerta e isso poderá se estender por semanas ou até meses, dependendo de nossa avaliação de risco - disse à agência inglesa de notícias Reuters uma fonte de segurança.
Moughniyah foi o mais sênior integrante do Hezbollah a ser morto desde que o secretário-geral anterior do grupo, Abbas Mussawi, morreu em 1992 em uma emboscada de helicóptero israelense, no sul do Líbano. Moughniyah também integrava a lista dos homens mais procurados pelos EUA. Os especialistas questionam o quão rapidamente o Hezbollah poderá tentar vingar a morte de Moughniyah ao atacar Israel, devido ao impasse entre os dois lados desde a guerra de 2006 no Líbano.
- Retaliação significará uma mudança nas regras do confronto com Israel. Tal decisão precisar ser tomada com cabeça fria, então não haverá pressa para responder - observou uma fonte política libanesa.
Mais sanções
Presidente norte-americano, George W. Bush colocou em prática, nesta quinta-feira, a ampliação de sanções contra autoridades do governo sírio e seus associados, informou a Casa Branca. As medidas têm o objetivo de congelar ativos localizados nos Estados Unidos e pertencentes a pessoas que teriam se beneficiado de corrupção e tomado ações para "minar os esforços para estabilizar o Iraque", informou a Casa Branca em comunicado.
O governo Bush também reiterou a acusação de que a Síria está se intrometendo em assuntos do Líbano. "A Síria continua a minar a soberania do Líbano e sua democracia, prendendo ativistas pela democracia, restringindo os direitos humanos e patrocinando e abrigando o terrorismo", disse, em nota, a Casa Branca.
Damasco negou várias vezes as acusações de Washington, que tem buscado isolar a Síria diplomaticamente. As forças sírias encerraram 29 anos de presença no Líbano em meio à pressão internacional após o assassinato do ex-premiê libanês Rafik al-Hariri em 2005, mas os Estados Unidos afirmam que a Síria continua a interferir no Líbano. Washington impôs sanções econômicas à Síria em 2004, principalmente devido ao apoio sírio ao grupo guerrilheiro libanês Hezbollah e ao grupo militante palestino Hamas.