Helicópteros israelenses atingiram alvos da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, no sábado, após ataques liderados pelo grupo militante palestino matarem 13 soldados no pior golpe sofrido pelo exército mais poderoso do Oriente Médio em dois anos.
A Jihad Islâmica informou que mísseis disparados por helicópteros atingiram um seminário da cidade de Gaza que abrigava o escritório de seu líder Mohammed al-Hindi, mas que ele estava a salvo em um esconderijo. Os escritórios de uma entidade pró-Jihad também foram atacados. Israel denominou ambos os alvos como frentes militantes.
Em Rafah, um campo de refugiados em Gaza, um helicóptero israelense destruiu um laboratório de bombas da Jihad Islâmica, segundo o exército. Testemunhas palestinas descreveram a construção como a casa de um líder de um grupo local que escapou, enquanto uma mulher foi ferida.
Treze soldados israelenses foram mortos essa semana em emboscadas na cidade de Gaza e em Rafah, classificadas pela Jihad Islâmica e pelo grupo militante Hamas como vitórias em uma revolta palestina que já dura três anos e meio.
Forças israelenses desocuparam Rafah no sábado, após uma busca de campo para recuperar os restos mortais de seus soldados para serem enterrados.
As perdas desta semana lembraram os israelenses do alto custo para se defender os assentamentos na Faixa de Gaza.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deu sua opinião em relação ao plano de retirada de Gaza, elaborado pelo Primeiro ministros Ariel Sharon, e provocou a fúria dos palestinos, ao afirmar que não se pode esperar que Israel entregue todos os assentamentos na Cisjordânia ou aceite o retorno de refugiados palestinos.
Para os palestinos, com essa declaração, Bush barganhava duas questões que deveriam ter sido negociadas por eles.
O primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurie, vai propor um cessar-fogo com Israel durante negociações com o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, no sábado, de acordo com a agência de notícias da Jordânia Petra.
A agência informou que Qurie disse que proporia uma cessar-fogo e o início imediato de negociações entre palestinos e Israel no encontro com Powell na Jordânia, onde o secretário norte-americano vai participar do Fórum Econômico Mundial.