Tanques israelenses disparando com metralhadoras entraram em Gaza nesta terça-feira, matando um militante palestino em ação retaliatória ao primeiro ataque letal de foguetes a partir da região que Israel pretende abandonar.
As tropas cercaram Beit Hanoun, a dois quilômetros da cidade israelense de Sderot, onde mísseis improvisados disparados pelo grupo islâmico Hamas mataram um menino de três anos na frente de uma escola e um homem de 49 anos nesta segunda-feira.
Foguetes parecidos feriram duas pessoas dentro de Israel nesta terça-feira, intensificando a violência que complicou o plano do primeiro-ministro Ariel Sharon de retirar assentamentos judaicos da Faixa de Gaza no próximo ano.
As mortes aumentaram as preocupações em Israel de que a saída de Gaza não impedirá que a região seja usada como base para ataques - um dos principais argumentos dos oponentes do plano de retirada.
Tropas e tanques israelenses abriraram fogo enquanto cortavam estradas ao norte de Beit Hanoun, que costuma ser base de lançamento de foguetes. Eles mataram a tiros um comandante do Hamas. O barulho dos tiros podia ser ouvido enquanto milhares de pessoas gritavam "vamos sacrificar nossas almas por você" durante o funeral de Rasem Odwan.
Fontes políticas israelenses disseram que a ação em Beit Hanoun pode ser prolongada. Os destroços de casas demolidas na cidade por escavadeiras lembram tentativas anteriores de Israel de evitar o lançamento de foguetes.
Os moradores se preparam para um longo cerco. "Temos um saco cheio de farinha em casa. O que mais podemos fazer? Que Deus nos proteja", comentou Wajeeh Basiouni, 57.
Durante a noite, helicópteros atacaram Gaza, atingindo um jornal pró-Hamas descrito pelo Exército como "centro de comunicação terrorista". Outro ataque aéreo destruiu uma fábrica que o Exército afirmou ser usada para fazer armas.