Um bombardeio aéreo contra a base de uma guerrilha palestina dentro do Líbano foi um aviso "claro" de que ataques feitos a partir do território libanês não seriam tolerados, disse uma autoridade de Israel nesta terça-feira.
Segundo o Estado judaico, o ataque aéreo desta segunda-feira, o que chegou mais perto de Beirute desde que as forças israelenses se retiraram do sul do Líbano em 2000, após 22 anos de ocupação, aconteceu depois de foguetes terem sido disparados contra um navio de Israel estacionado no Mediterrâneo.
O ataque alimentou boatos de que o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, tentava dar mostras de força aos membros mais direitistas de sua coalizão de governo que ameaçam derrubá-lo do poder devido à aprovação, no domingo, do plano de retirada da Faixa de Gaza.
"Essa foi uma mensagem clara de que Israel não se curvará a violações de seu território", afirmou o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, segundo o site do jornal Yedioth Ahronoth.
De acordo com Israel, seus aviões atingiram um local onde armas eram armazenadas e que servia de "plataforma para a atividade terrorista".
Membros das forças de segurança do Líbano disseram que o alvo foi uma base da Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral, embora uma fonte palestina tenha dito que o local já estava abandonado.
Mas o grupo, liderado por Ahmed Jibril, declarou que mísseis israelenses explodiram perto de uma clínica médica operada por ele. "O inimigo não matou ou feriu ninguém. Apenas provocou danos materiais", afirmou a frente em um comunicado.
O presidente do Líbano, Emile Lahoud, condenou o ataque de Israel, classificado por ele como uma violação da soberania libanesa. Um membro da chancelaria do país disse que o governo enviou uma carta para Kofi Annan, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), pedindo-lhe que levasse o assunto para o Conselho de Segurança.