Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Israel ataca Faixa de Gaza após a morte de cinco soldados

Segunda, 13 de Dezembro de 2004 às 06:32, por: CdB

Israel atacou militantes com mísseis na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, depois que cinco soldados israelenses foram mortos. O derramamento de sangue ressalta o desafio que o líder palestino moderado Mahmoud Abbas enfrenta pela frente. Ele deve ser o vencedor da eleição de 9 de janeiro, que vai escolher um substituto para Yasser Arafat.

Helicópteros de Israel dispararam oito mísseis contra alvos na Cidade de Gaza, atingindo um gerador de energia e cortando a eletricidade. Outro prédio atingido era uma fundição, a qual, segundo o Exército, servia para fabricar armas. Não houve registro de vítimas.

Horas depois, tropas israelenses na cidade de Nablus, na Cisjordânia, mataram um palestino armado do grupo islâmico Hamas - uma das facções responsáveis pelo ataque deste domingo contra um posto militar de Israel na fronteira entre Gaza e o Egito.

Os militantes intensificaram os ataques em Gaza antes de uma planejada retirada de Israel da área no próximo ano, esperando assim classificar a saída como uma vitória. O Exército quer esmagar os grupos antes disso.

A crescente violência em Gaza representa um golpe para os otimistas, que pensavam que a morte de Arafat em 11 de novembro em um hospital de Paris poderia acalmar quatro anos de conflito.

Israel disse que poderá conversar com uma nova liderança palestina se esta reprimir grupos militantes, mas, caso contrário, levará adiante o plano de retirada de tropas e assentamentos de Gaza de maneira unilateral.

- Nossa firme exigência à Autoridade Palestina, como um estágio preliminar, é suspender o terror - disse o vice-ministro da Defesa de Israel, Ze'ev Boim, à Rádio Israel.

O ataque deste domingo usou 1.500 quilos de bombas e representou a maior perda do Exército em sete meses.Israel fechou a fronteira de Rafah com o Egito - o único acesso real para o mundo exterior dos residentes de Gaza.

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, quer retirar todos os assentamentos da Faixa de Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia no próximo ano. A maioria dos israelenses apóia a retirada de Gaza, mas Sharon enfrenta oposição de direitistas, que dizem que o plano seria uma "recompensa ao terrorismo". 

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