Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Israel aprova construção de mais 1.100 casas na Cisjordânia

Terça, 27 de Setembro de 2011 às 09:25, por: CdB

Israel aprova construção de mais 1.100 casas na Cisjordânia

Por Allyn Fisher-Ilan

JERUSALÉM (Reuters) - Israel aprovou nesta terça-feira a construção de mais 1.100 moradias para colonos judeus em assentamento na Cisjordânia, uma decisão que vai complicar os esforços internacionais para retomar negociações de paz e piorar uma crise sobre o pedido palestino de adesão à Organização das Nações Unidas.

As novas casas deverão ser construídas em Gilo, um assentamento urbano que Israel montou em terras capturadas da Cisjordânia na guerra de 1967 e anexou unilateralmente como parte de sua capital declarada, Jerusalém.

Os palestinos querem criar um Estado na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza, tendo Jerusalém Oriental como sua capital, e afirmam que os assentamentos podem impedir que eles tenham um país viável. Já Israel cita ligações históricas e bíblicas com a Cisjordânia.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, entrou com o pedido de adesão completa na ONU na sexta-feira passada, numa decisão rejeitada por Israel e pelos Estados Unidos, que insistiram que as negociações de paz fossem retomadas.

O chamado Quarteto de mediadores de paz -- EUA, União Europeia, Rússia e ONU -- pediram que as negociações começassem dentro de um mês e pediram que os dois lados não tomassem medidas unilaterais que poderiam impedir a obtenção da paz.

Richard Miron, porta-voz do enviado da ONU para o Oriente Médio Robert Serry, considerou a decisão "muito preocupante".

Ele disse que a atividade de assentamentos "mina a perspectiva de retomar negociações e chegar a uma solução de dois estados para o conflito".

Saeb Erekat, negociador-chefe dos palestinos, disse que as novas moradias representavam "1.100 nãos ao comunicado do Quarteto".

"Israel está desafiando a vontade da comunidade internacional com a política contínua de assentamento", disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz de Abbas.

Abbas colocou a interrupção da atividade de assentamentos israelenses como condição para retornar às negociações, que entraram em colapso há um ano depois que o primeiro-ministro de Israel, Nejamin Netanyahu, recusou-se a estender a moratória parcial de 10 meses das construções.

Reuters

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