Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2026

Israel aprova ampliação de ofensiva militar no Líbano

O Gabinete de Segurança de Israel aprovou, nesta quarta-feira, ampliação em sua ofensiva terrestre no sul do Líbano, informou o ministro israelense Eli Yishai. Nesta quarta, o grupo terrorista Hezbollah lançou cerca de 100 foguetes contra o norte de Israel, sem deixar vítimas.O Gabinete de Segurança autorizou o avanço das tropas até o rio Litani - principal provedor de água à região - de onde são lançados a maioria dos foguetes contra seu território. (Leia Mais)

Quarta, 09 de Agosto de 2006 às 08:19, por: CdB

O Gabinete de Segurança de Israel aprovou, nesta quarta-feira, ampliação em sua ofensiva terrestre no sul do Líbano, informou o ministro israelense Eli Yishai. Nesta quarta, o grupo terrorista Hezbollah lançou cerca de 100 foguetes contra o norte de Israel, sem deixar vítimas.

A decisão de ampliar a ofensiva foi aprovada por nove votos a favor e três abstenções. O Gabinete de Segurança autorizou o avanço das tropas israelenses até o rio Litani - principal provedor de água à região - de onde são lançados a maioria dos foguetes contra seu território.

Apesar da violência e da destruição registradas em cerca de um mês, Israel aprovou o recrudescimento da ofensiva, que pode durar 30 dias e visa minar as possibilidades do Hezbollah. Cerca de 3 mil  foguetes foram lançados contra o território israelense desde que os confrontos tiveram início, há cerca de um mês.

O estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados israelenses no último dia 12, levado a cabo pelo Hezbollah. A ação deixou ainda outros oito soldados e dois membros do Hezbollah mortos. Desde então, Israel ataca o Líbano por terra, ar e mar, deixando inúmeras cidades libanesas destruídas, sem luz, água e telefone.

Até o momento, a violência deixou mais de mil mortos, 900 deles no Líbano.

Cerca de 10 mil soldados ocupam parte do território libanês e travam sangrentas batalhas com membros do Hizbollah no sul do país --64 soldados israelenses já morreram nos conflitos.

Refugiados

Aviões de Israel bombardearam na madrugada desta quarta-feira a região de Sidon, onde fica Ein Helue, o maior campo de refugiados palestinos localizado no Líbano. Uma pessoa morreu e ao menos oito ficaram feridas.

Esta é a primeira vez que Israel ataca um campo de refugiados controlado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em território libanês, desde o início do conflito, há quase um mês.

Cerca de 350 mil palestinos vivem em campos de refugiados em todo o Líbano. De acordo com Israel, o objetivo do ataque era um membro do Hezbollah que estaria escondido em Ein Helue.

Outro bombardeio, contra o vale do Bekaa - região onde há grande concentração de brasileiros - matou um membro do Hezbollah, além de sua mulher e seus cinco filhos.

A cidade de Sidon possui cerca de 150 mil habitantes, mas atualmente abriga outros 115 mil que fugiram de suas cidades para escapar dos bombardeios de Israel - além dos cerca de 75 mil palestinos que vivem no campo de refugiados de Ein Helue desde 1948 (fugiados de outra guerra entre árabes e israelenses).

O saldo desde a noite de terça-feira por bombardeios israelense é de 14 civis mortos no Líbano. Segundo o Exército israelense, ao menos 30 membros do Hizbollah foram mortos ontem. Em combates por terra, cinco soldados israelense morreram e 14 ficaram feridos.

Proposta

Nesta segunda-feira, o governo libanês propor o envio de 15 mil soldados ao sul do país a fim de garantir a segurança e evitar que membros do Hezbollah lancem foguetes contra o norte israelense. A proposta também exige a retirada imediata de cerca de 10 mil soldados israelenses que invadiram o Líbano.

Israel disse ter achado interessante a proposta libanesa de enviar 15 mil soldados ao sul país, e prometeu estudá-la. O Hezbollah também sinalizou positivamente. Apesar disso, ambos mantêm seus ataques.

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