Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Israel apóia Abbas na retomada da Faixa de Gaza

Terça, 29 de Janeiro de 2008 às 09:28, por: CdB

Não será Israel que impedirá o presidente palestino, Mahmoud Abbas, de assumir o controle da fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, violada na semana passada por dezenas de milhares de palestinos que tentavam driblar um embargo comercial israelense, disseram autoridades de Israel. Analistas, porém, não vêem como será possível ao premiê palestino, da facção laica Fatah, controlar as fronteiras dominadas pelo grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde junho e, semana passada, explodiram o muro da fronteira com o Egito, para permitir a passagem da população.

Abbas, que conta com o apoio dos Estados Unidos, da União Européia (UE) e de governos árabes para reassumir o controle do posto fronteiriço de Rafah, vinha enfrentando a resistência de Israel.

– Se todos eles querem, não seremos nós que vamos prejudicar isso. Já que vemos Abbas como a força legítima e não queremos enfraquecê-lo, não temos razão para impedir. Assim acontecerá – disse a jornalistas uma autoridade israelense, pedindo anonimato.

A mesma fonte alertou que, por questões de segurança, Abbas não poderá ter o controle das fronteiras de Gaza com Israel. Abbas reivindica o controle sobre todas as fronteiras. A fronteira de Rafah estava praticamente desativada desde junho, porque a UE retirou seus monitores dali quando o Hamas assumiu o controle da região. Na segunda-feira, a UE disse que cogita enviar novamente monitores à fronteira, desde que Israel, o Egito e Abbas concordem. O chanceler egípcio, Ahmed Aboul Gheit, também manifestou apoio ao envio das forças de Abbas para Rafah, embora isso pareça improvável enquanto ali houver homens do Hamas.

O grupo islâmico rejeitou o que chamou de "conspiração internacional liderada pelos israelenses, com a participação de algumas partes regionais" e prometeu não permitir "a volta às velhas condições" na fronteira. A população de Gaza aproveitou a brecha na fronteira para comprar mantimentos no Egito, burlando assim o bloqueio que Israel impôs como retaliação pelos disparos de foguetes da Faixa de Gaza contra seu território.

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