O diretor do Departamento de Assuntos Políticos e Segurança do Ministério da Defesa israelense, general da reserva Amos Guilad, acusou o governo da Síria, nesta segunda-feira, de sabotar a nova liderança palestina encarnada por Mahmoud Abbas (Abu Mazen).
Este foi o objetivo político dos guerrilheiros islâmicos de Hisbolá (Partido de Deus), que ontem, domingo, ativaram uma carga explosiva contra um jipe militar de Israel no sul do Líbano e causaram a morte de um capitão, Sharon Elmakais, e feriram três de seus soldados, declarou esta manhã Guilad a rádio pública.
- A Síria controla o sul libanês e é responsável pelas operações dos terroristas de Hisbolá, que apóia dezenas de células terroristas palestinas em Gaza e Cisjordânia. - afirmou.
As organizações islâmicas da resistência palestina contra a ocupação militar israelense nesses territórios boicotaram as eleições presidenciais deste domingo, das quais, segundo todas as pesquisas, Abu Mazen saiu como vencedor.
O objetivo último do ataque da véspera perto da fronteira do norte de Israel com o Líbano, é "desestabilizar" o futuro governo de Abu Mazen, indicou Guilad.
Segundo o canal de televisão de Hisbolá, a artilharia israelense matou um oficial dos guerrilheiros, Ibrahim Salameh, de 30 anos, e um oficial francês das forças da ONU no Líbano (Finul), e outro membro, de nacionalidade sueca, ficou ferido.
O governo israelense espera que o futuro presidente Abbas, sucessor do falecido Yasser Arafat, combata e desarme as facções armadas como as do Hamas e a Jihad Islâmica, que também, segundo fontes militares israelenses, recebem treinamento por parte de membros dos guerrilheiros libaneses.
Israel acusa Síria de sabotar nova liderança palestina
Segunda, 10 de Janeiro de 2005 às 04:50, por: CdB